Países desenvolvidos precisam acelerar doações para cumprir ODM

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Objetivo de Desenvolvimento do Milênio número 8 prevê que essas nações doem 0,7% de seu PIB para assistência a nações menos favorecidas; no ano passado, US$ 180 bilhões não foram entregues.

Foto: Reprodução

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas lançaram nesta quinta-feira o relatório "O Estado da Parceria Global para o Desenvolvimento", sobre o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio número 8.

A meta prevê que países desenvolvidos doem 0,7% de seu Produto Interno Bruto, PIB, para assistência a nações mais pobres em vários setores, como alívio da dívida externa, comércio, medicamentos e tecnologias. O objetivo precisa ser cumprido até o final de 2015.

Brecha

O compromisso de US$ 315 bilhões em doações, ou mais de R$ 740 bilhões, não foi cumprido no ano passado, quando a ajuda chegou a US$ 135 bilhões.

Como alguns países doaram menos do que 0,7% do PIB, US$ 180 bilhões não foram entregues. Em Nova York, um dos autores do relatório, Marcelo Lafleur, explicou à Rádio ONU que Portugal doou 0,2% de seu PIB, mas já cumpriu um outro compromisso.

"A mensagem que nós temos é que esses países deveriam acelerar suas doações para poder atingir essa meta até 2015. Tem Portugal, por exemplo, que em 2012 atingiu a meta baixa de sua ajuda para os países menos desenvolvidos, que é uma meta de 0,15% de seu Produto Interno Bruto e Portugal já atingiu essa meta em 2012."

Futuro

Segundo Marcelo Lafleur, já está sendo estudado como incluir a participação do setor privado no próximo conjunto de metas globais para o desenvolvimento, conhecido como "Agenda Pós-2015".

Em 2013, os países que doaram mais do que 0,7% do PIB foram Dinamarca, Luxemburgo, Noruega, Suécia e Reino Unido. Segundo o relatório, 20 nações receberam mais da metade de toda a ajuda, com Afeganistão como o maior recipiente e Moçambique na posição 10 da lista.

Remédios

Apesar do aumento de mais de 12% de doações para os 49 países menos desenvolvidos do mundo, a ajuda bilateral para a África Subsaariana caiu 4% no último ano, chegando a US$ 26,2 bilhões.

Cumprir o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio número 8 é essencial para garantir, por exemplo, o acesso dos mais pobres a remédios, telefonia móvel e internet.

O relatório destaca que no ano passado, medicamentos essenciais estavam disponíveis em apenas 55% dos serviços públicos de saúde dos países em desenvolvimento.

Celular

Outra preocupação é com o preço dos genéricos, que continua alto para pacientes de nações de rendas baixa e média, podendo chegar a custar até três vezes mais do que os valor de referência internacional.

Segundo o estudo, continuam as diferenças de acesso à tecnologias avançadas. Nas nações mais ricas, as redes móveis de banda larga vão alcançar 84% da população até o fim do ano, contra 21% dos habitantes dos países em desenvolvimento.

Mas ainda cresce rapidamente o acesso a celulares e à internet. A expectativa é de que as assinaturas de celulares nas nações em desenvolvimento representem 78% do total global neste ano.

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