ONU: US$ 1 mil milhão necessários para combater surto de ébola

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Informação foi dada nesta terça-feira pelo coordenador das Nações Unidas para ébola falando a jornalistas em Genebra; coalizão global para resposta à questão foi criada.

Valerie Amos. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas afirmam ser necessário US$ 1 mil milhão para conter o surto de ébola na África Ocidental.

A informação foi dada pelo coordenador do sistema da ONU para a questão, David Nabarro, falando a jornalistas em Genebra nesta terça-feira.

Aumento

Nabarro salientou que a quantia é 10 vezes maior que o valor pedido há um mês; segundo ele, a razão é que o surto dobrou de tamanho nos últimos meses.

O especialista destacou que o surto é "sem precedentes" e exige resposta internacional "excecional" para abordar tanto a crise na saúde quanto as ameaças sociais, políticas e económicas aos países afetados.

O surto continua se acelerando, com quase 5 mil pessoas infectadas e mais de 2,4 mil mortes na Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri, Nigéria e Senegal.

Resposta

A Coalizão Global para Resposta ao Ébola foi criada para ajudara melhor coordenar as ações para conter a crise. A operação junta as Nações Unidas, parceiros humanitários, setor privado, ONGs e instituições financeiras internacionais.

Um plano de resposta apresentado para os Estados-membros das Nações Unidas em Genebra calcula que a transmissão do vírus ébola deve começar a cair antes do final deste ano e terminar antes de meados de 2015.

A subsecretária-geral de Assistência Humanitária da ONU, Valerie Amos, afirmou que é preciso agir agora para evitar grandes consequências humanitárias no futuro.

Ela mencionou que equipas do Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, na África Ocidental e Central estão a trabalhar nos países afetados. Uma equipa de coordenação e avaliação de desastres da ONU será enviada a Libéria em breve.

Amos destacou ainda que se "não houver trabalho conjunto, há um risco real que o medo, estigma e isolamento possam tomar mais vidas que o próprio vírus".

Crianças

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, afirmou nesta terça-feira precisar de mais de US$ 200 milhões para responder ao surto de ébola na África Ocidental. O Fundo calcula que 8,5 milhões de crianças e jovens com menos de 20 anos vivam nas áreas afetadas pelo vírus na Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa. Deste total, 2,5 milhões teriam menos de cinco anos de idade.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, afirmou continuar a aumentar a sua resposta ao ébola através do fornecimento de comida, serviços e assistência logística. A agência e seus parceiros estão a recolher dados para avaliar o impacto da crise na segurança alimentar e nos mercados. O objetivo é planear uma resposta de longo prazo adequada.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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