Novo chefe de direitos humanos quer proteção para vítimas do EI

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Zeid Ra’ad Al Hussein fez a declaração durante o primeiro discurso no cargo de alto comissário de direitos humanos, nesta segunda-feira; para ela assassinatos de civis, minorias étnicas, religiosas são crime contra a humanidade.

Zeid Ra’ad Al Hussein discursa no Conselho de Direitos Humanos. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O novo alto comissário de Direitos Humanos das Nações Unidas pediu que a comunidade internacional ajude a proteger civis do que chamou de "atrocidades" cometidas pelos extremistas do grupo Estado Islâmico, também conhecido como Isil.

Para Zeid Ra’ad Al Hussein, está claro sob o ponto de vista dos direitos humanos, a comunidade internacional deve priorizar a contenção dos conflitos, cada vez mais interligados, no Iraque e na Síria. Este é o primeiro passo, segundo ele.

Mulheres

O novo alto comissário, que é um príncipe jordaniano, fez a declaração durante seu primeiro discurso no posto, na sede do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

Ele disse que a comunidade internacional tem que ajudar a proteger grupos religiosos, étnicos e crianças sob risco de recrutamento forçado e de violência sexual. Zeid mencionou severas restrições sofridas pelas mulheres.

O segundo passo então seria garantir a responsabilização pelas violações graves dos direitos humanos e outros crimes internacionais. Conforme mencionou, a impunidade só pode levar a mais conflitos e abusos.

Primeiras Medidas

A terceira tarefa seria analisar a razão das duas crises. Ele disse que a comunidade internacional teria fracassado em garantir as duas primeiras medidas.

Ao citar o assassinato do jornalista americano James Foley, decapitado na Síria pelo EI, o alto comissário condenou atos da ideologia Takfiri, a qual pertencem, segundo Zeid, islâmicos radicais que acusam outros (menos eles próprios) de apostasia.

Zeid deplorou a influência radical na morte de inocentes em países como Nigéria, Afeganistão, Paquistão, Iêmen, Quênia, Somália, Mali, Líbia, Síria e Iraque, e Estados Unidos, ao mencionar o 11 de setembro.

Crime contra a Humanidade

Ele lembrou ao Conselho de Direitos Humanos que ataques generalizados ou sistemáticos sobre a população civil pela etnia ou crenças religiosas constituem um crime contra a humanidade e que os autores devem ser responsabilizados.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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