No Conselho de Segurança, Forest Whitaker debate crianças em conflitos

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Sessão contou ainda com participação da representante especial do secretário-geral da ONU para o tema, Leila Zerrougui, e do embaixador do Brasil, Antonio Patriota, entre outros.

Leila Zerrougui e Forest Whitaker em reunião no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Loey Felipe

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O ator de Hollywood Forest Whitaker participou de uma sessão no Conselho de Segurança nesta segunda-feira, em Nova York.

Whitaker, que é enviado especial da Unesco para Paz e Reconciliação, discursou sobre o combate ao uso de crianças em conflitos armados.

Casa

Segundo o ator, a prática é inaceitável e dever ser eliminada. Ele lembrou que a integração dessas crianças na sociedade, depois da guerra, é um grande desafio.

O protagonista do filme "Rei da Escócia" contou que voltou do Sudão do Sul no fim de semana. E que depois de nove meses de conflito, muitos sul-sudaneses não se sentem seguros para retornar à casa.

Durante o discurso no Conselho de Segurança, Forest Whitaker afirmou que a cidade de Bentiu, no norte do Sudão do Sul, está totamente deserta. Ele relatou que as casas foram queimadas, hospitais fechados e vilarejos inteiros destruídos.

Armas de Fogo

O ator disse ainda que centenas de escolas estão vazias, e algumas se tornaram acampamentos militares. Forest Whitaker afirmou que viu crianças-soldado carregando armas.

Ele disse ainda que está trabalhando com o tema de crianças-soldado há 10 anos, e que ele mesmo já tinha trabalhado com jovens e violência por causa da convivência com menores em Los Angeles. O ator tem uma fundação.

Whitaker explicou que não é só resgatar a criança do conflito, mas oferecer educação, tratamento psicológico.

Durante a sessão no Conselho de Segurança da ONU, o ator sentou-se ao lado da representante especial do secretário-geral para o tema, Leila Zerrougui. Para ela, as crianças estão pagando um preço alto pelos conflitos na Síria, no Iraque, na Somália e outros países.

Esportes

Um dos embaixadores a discursar no debate sobre crianças em conflitos armados foi o representante do Brasil nas Nações Unidas, Antonio Patriota. Ele lembrou que as agências e fundos da ONU dedicados a combater o problema estão enfrentando cortes no orçamento.

Para Patriota, o esporte, a arte e a cultura têm um papel a desempenhar na reintegração das crianças à sociedade. Ele citou o projeto brasileiro "Capoeira para Paz".

Síria e Gaza

Em seu discurso no Conselho de Segurança, Antonio Patriota disse que o programa é inovador e já foi lançado no mês passado na República Democrática do Congo. A iniciativa é patrocinada pelo Brasil, Unicef e organizações da sociedade civil.

Pelo projeto, cerca de 1,2 mil crianças antes associadas a grupos armados agora poderão praticar a capoeira, como forma de aprender disciplina e promover integração e interação na província congolesa de Kivu Norte.

Patriota também lembrou do impacto sobre os menores com os conflitos da Síria e de Gaza.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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