Na ONU, Obama destaca terrorismo, conflito ucraniano e ébola

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Líder norte-americano anuncia resolução a destacar responsabilidade dos Estados de combater o extremismo violento; Washington reafirma promessa de reforçar aliados da Nato devido ao conflito na Ucrânia.

Barack Obama discursa na 69ª Assembleia Geral. Foto: ONU/Mark Garten

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

Na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente dos Estados Unidos pediu foco da comunidade internacional para degradar e destruir o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Barack Obama disse que o Conselho de Segurança deve adotar esta quarta-feira uma resolução a destacar a responsabilidade dos Estados de combater o extremismo violento, que considerou um "cancro em partes do mundo islâmico."

Territórios

No seu discurso, feito esta segunda-feira, em Nova Iorque, o líder norte-americano reafirmou o apoio para resgatar comunidades controladas pelo autoproclamado Estado Islâmico, EI, considerado grupo 'terrorista' pela ONU.

Obama abordou ações de destruição no Iraque e na Síria. Entre as atividades do grupo, destacou a violação de mulheres usada como arma de guerra, a morte de crianças e despejo de corpos em valas comuns.

Conflito

O líder norte-americano também considera importante que os muçulmanos rejeitem a ideologia da Al-Qaeda e do EI, e que o mundo aborde o ciclo de conflito especialmente o sectário, que "faz alastrar o terrorismo".

Obama pediu ao mundo árabe e muçulmano que incida sobre o potencial das especialmente os jovens. Declarou planos de expandir programas de apoio ao empreendedorismo, a sociedade civil, educação e juventude ao chamar tal investimento "o melhor antídoto contra a violência."

Iraque e Síria 

Obama falou de esforços para assegurar um novo governo iraquiano inclusivo e a criação de uma ampla coligação de mais de 40 países – incluindo nações árabes contra ataques contra alvos do EI na Síria.

Ébola

Quanto ao surto de Ébola em África , o líder norte-americano pediu um esforço conjunto e compromissos significativos para lutar contra o problema.

Obama destacou medidas para combater o surto de ébola afirmou que é preciso um esforço mais alargado para deter a doença, pelo seu potencial de matar centenas de milhares de pessoas, infligir sofrimento “terrível”, desestabilizar economias e mover-se rapidamente pelas fronteiras. Como sublinhou "é fácil ver o problema distante quando não o é",  por isso disse que o seu país vai continuar a mobilizar nações em prol de  compromissos concretos.

Sobre as prioridades para a liderança norte-americana, Barack Obama expressou apoio a um cessar-fogo na Ucrânia.

Ele declarou que a América e os seus aliados vão apoiar o povo da Ucrânia no desenvolvimento da democracia e da economia. Prometeu o reforçar os aliados da Nato e apoiar o compromisso de autodefesa coletiva.

O presidente norte-americano reafirmou a necessidade de uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano. Obama disse que o status quo na Cisjordânia e em Gaza não é sustentável.

Para ele, enquanto continuar no cargo deve defender o princípio de que os israelitas, os palestinianos, a região e o mundo será mais justo com ambos a viver lado a lado, em paz e segurança.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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