Michelle Obama pede mais investimentos em educação de qualidade

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Primeira-dama dos Estados Unidos falou em evento da ONU; vice-ministro da Educação de Moçambique declara que país vai cumprir meta da educação primária, mas reconhece que faltam verbas para contratar professores.

Michelle Obama no Conselho de Tutela da ONU. Foto: Rádio ONU

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A "Iniciativa Global Educação em Primeiro Lugar" promoveu, esta quarta-feira, um evento de alto nível na sala do Conselho de Tutela da ONU.

No encontro, líderes de governos defenderam a importância da educação de qualidade para um mundo mais justo e igualitário.

Garantias

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, falou sobre a importância de investimentos no setor, especialmente no ensino para meninas e mulheres.

Michelle Obama foi aplaudida ao pedir que se lute, com mais força, para garantir que a educação de qualidade para todas as crianças do mundo e que a autonomia de meninas façam parte das metas da agenda de desenvolvimento pós-2015.

Desafios

Moçambique foi o único país de língua portuguesa a discursar no encontro. Em entrevista à Rádio ONU, o vice-ministro da Educação declarou que o país vai cumprir a meta da educação primária.

Mas Arlindo Chilundo reconheceu que faltam verbas para contratar mais professores.

"Só conseguimos contratar cerca de 8,5 mil professores por ano, ao invés de 12 mil que gostaríamos de contratar, porque não temos ainda recursos suficientes. Durante os últimos quatro anos, construímos mais de 5 mil salas de aula, no entanto, temos ainda muitas crianças que continuam a estudar ao relento, que continuam a sentar no chão. Nos últimos quatro anos, conseguimos comprar mais de 250 mil carteiras, mas não são suficientes. Temos ainda um número significativo de crianças que não tem ainda condições ótimas para o processo de ensino e aprendizagem."

Habilidades

O vice-ministro destacou que até 2015, Moçambique pretende reduzir o número de analfabetos para 30%.

A iniciativa Educação em Primeiro Lugar foi criada pelo secretário-geral Ban Ki-moon em 2012. Segundo a ONU, mais de 250 milhões de crianças em idade escolar não podem ler, escrever ou fazer contas simples de matemática, independente de frequentarem ou não as salas de aula.

Apesar do número de crianças matriculadas na escola ter aumentado nos últimos 20 anos, muitos terminam os estudos sem habilidades adequadas.

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