Guiné-Bissau diz que prioridade do país é prevenir entrada do ébola

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Em entrevista à Rádio ONU, primeiro-ministro Domingos Simões Pereira afirmou que governo está a monitorizar situação de perto e pronto para revisitar medidas de para abertura de corredor humanitário, de forma segura.

Agentes de saúde na Libéria. Foto: ©Unicef/NYHQ2014-1027/Jallanzo

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Guiné-Bissau continuará a manter como uma de suas prioridades as ações de prevenção ao ébola.

O país que introduziu medidas sanitárias na fronteira com a Guiné Conacri, uma das nações mais afetadas pelo surto, está a monitorizar a situação da infeção.

Assembleia Geral

A informação foi dada à Rádio ONU pelo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira.

O chefe de Governo está em Nova Iorque para participar dos debates de líderes internacionais da Assembleia Geral. Nesta entrevista, o primeiro-ministro guineense falou sobre os esforços que têm feito para evitar a entrada do ébola no país.

"Ébola é uma doença que surpreendeu a todos. E por isso, uma economia frágil, um país frágil como a Guiné-Bissau não pode ser dar ao luxo de pensar que está preparado. Por isso é que nos pedimos a compreensão de todos para as medidas que tivemos que tomar quando o fenómeno ébola surgiu com os impactos que nós todos conhecemos, nós tivemos realmente que fechar para poder reavaliar a nosssa capacidade de fazer face a esta situação. A nossa prioridade tem que ser a prevenção. Nós temos que fazer tudo para que o ébola não entre."

Banco Mundial

O ébola já infetou mais de 6,5 mil pessoas na África Ocidental. Ao todo, foram registadas mais de 3 mil mortes. As nações mais afetadas são Libéria, Serroa Leoa e Guiné Conacri, além de Nigéria e Senegal.

Vizinha da Guiné Conacri, um dos países mais afetados, a Guiné-Bissau já recebeu ajuda de Portugal para kits médicos de prevenção, e na semana passada foi anunciada uma doação do Banco Mundial de US$ 750 mil para prevenir a doença.

Durante a entrevista à Rádio ONU, o primeiro-ministro guineense disse que o país vai precisar de US$ 5 milhões para prevenir o ébola. Mas segundo Domingos Simões Pereira, as medidas de combate à doença, como o encerramento de fronteiras, podem ser revisitadas assim que houver segurança para fazê-lo.

Mecanismos

"A primeira medida foi de encerrar, formar, sensibilizar e tomar algumas posições no terreno. Decorrido o tempo que já tivemos de acompanhamento desta situação, pensamos estar melhor preparados para revisitar estas medidas e ver que outras disposições nós podemos tomar. E é por isso que nós estamos preparados para abrir os corredores humanitários, corredores económicos e criar mecanismos que, sem pôr em causa, as medidas de prevenção para não entrada do surto, podermos também acomodar aquelas situações como económica e humanitária que aqui faz referência."

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau deve discursar na Assembleia Geral da ONU nesta segunda-feira. Domingos Simões Pereira assumiu o poder em meados deste ano após o seu partido, Paigc, vencer as primeiras eleições democráticas desde abril de 2012.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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