Ébola: profissionais de saúde mortos na Guiné-Conacri

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Segundo agências de notícias, oito integrantes de uma equipa que tentava aumentar  consciencialização sobre o ébola foram mortos por aldeões; segundo agências de notícias, grupo estaria com medo e desconfiados sobre a prevenção ao ébola.

Profissionais de saúde da OMS. Foto: OMS/S. Gove

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde disse estar "horrorizada" pelo assassinato de trabalhadores de saúde e jornalistas na Guiné-Conacri.

Segundo agências de notícias, oito integrantes de uma equipa que tentava aumentar  consciencialização sobre o ébola foram mortos por aldeões.

Mortes

Alguns dos corpos foram achados em uma fossa nma escola perto da cidade de Nzerekore.

Agências de notícias citam correspondentes para afirmar que muitos moradores  ficam desconfiados de tentativas oficiais de combate à doença.

Desafios

A OMS afirmou que estas mortes refletem as enormes dificuldades e desafios que trabalhadores de saúde e outros voluntários enfrentam em tentar a conter o surto de ébola na África Ocidental.

Mais de 5355 casos da doença foram relatados com 2622 mortes.

A OMS disse estar também "preocupada" com a situação na capital da Libéria, Monróvia. Falando a jornalistas nesta sexta-feira em Genebra, o médico da OMS, Pierre Formenty, afirmou que a transmissão da doença está a ocorrer em áreas de assentamento informal da capital.

O especialista afirmou que o alto número de casos levou os centros de tratamento da doença ao limite. Ele destacou que a OMS está a tentar ajudar algumas comunidades a começarem a desenvolver cuidados em casa porque "no momento, o número de leitos disponíveis em Monróvia não são suficientes para lidar com o número de casos sendo detectados".

O médico afirmou também que a OMS está a tentar forncecer serviço de enterros seguros à população. 

Campanha

Serra Leoa declarou um toque de recolher de três dias para tentar interromper a disseminação da doença.

Também no país, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, afirmou que uma campanha de informação pública com mensagens sobre o ébola decorrerá a partir desta sexta-feira até domingo.

O objetivo é alcançar todas as residências no país em uma tentativa de reduzir a transmissão da doença com ajuda de integrantes das comunidades. O Unicef forneceu à campanha apoio técnico e financeiro, incluindo material informativo.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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