Ébola na Libéria: intervenções não convencionais são necessárias, diz OMS

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Segundo a agência, milhares de novos casos são esperados no país nas próximas três semanas; equipa de especialistas em emergências trabalhou recentemente com as autoridades locais. 

Ellen Johnson Sirleaf com especialista da OMS. Foto: OMS

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que a transmissão do vírus ébola na Libéria é intensa e o número de novos casos está a crescer rapidamente. Segundo a agência, intervenções convencionais não estão a ter impacto adequado no país.

Durante as últimas semanas, uma equipa de especialistas em emergências trabalhou com a presidente Ellen Johnson Sirleaf e com membros do governo para avaliar a situação da doença no país.

Demandas

A OMS afirmou que as necessidades do surto de ébola ultrapassaram a capacidade de resposta do governo e dos parceiros. Dos 15 condados liberianos, 14 já têm casos confirmados da doença.

Cerca de 152 profissionais de saúde já foram infectados e 79 morreram.

A agência calcula que entre 200 e 250 profissionais de saúde são necessários para administrar, de forma segura, um centro de tratamento de ébola com 70 leitos. De acordo com o órgão, quando o surto começou, havia apenas um médica para quase 100 mil pessoas na Libéria. A população total do país é de 4,4 milhões de pessoas.

Sintomas

O fato dos sintomas iniciais do ébola serem parecidos com os de muitos outras doenças infecciosas comuns aumenta a probabilidade dos pacientes serem tratados na mesma ala que outros com infecções diferentes. O fator aumenta o risco de exposição à doença.

A OMS citou ainda a situação de hospitais e de centros de tratamento na Libéria. Segundo um funcionário da agência que está no país, taxis tornaram-se fonte de potencial transmissão do vírus.

Outras necessidades urgentes segundo a OMS incluem encontrar abrigos para órfãos e ajudar pacientes curados que tenham sido rejeitos por seus familiares e vizinhos.

Conclusões

Segundo a OMS, o envolvimento maior das comunidades é fundamental para uma resposta mais efetiva. Além disso, os parceiros que apoiam as ações na Libéria e em outros locais devem preparar-se para aumentar os esforços atuais em três ou quatro vezes.

A agência prevê a ocorrência de milhares de novos casos no país nas próximas três semanas.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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