Conselho de Segurança da ONU discute situação na Síria

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Chefe do Ocha, que participou da reunião, afirmou que 11 milhões de sírios necessitam de ajuda humanitária urgente;Valerie Amos afirmou que apesar da adoção de resoluções para acabar com a violência confrontos chegaram em áreas não afetadas anteriormente.

Valerie Amos. Foto: ONU/Kim Haughton

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A chefe do Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Valerie Amos, afirmou que a violência na Síria deixou 11 milhões de pessoas vulneráveis dentro do país.

Em discurso esta terça-feira no Conselho de Segurança, Amos afirmou que os confrontos, que já mataram mais de 190 mil pessoas, desde março de 2011, precisam acabar.

Resoluções

Ela alertou que apesar das resoluções 2139 e 2165, para combater a violência no país, terem sido adotadas há vários meses, a situação continua a mesma.

Segundo Amos, a violência chegou até mesmo em áreas que não tinham sido atingidas anteriormente.

A chefe do Ocha declarou que nas últimas duas semanas forças do grupo Estado Islâmico da Síria e do Levante, Isil, avançaram pelo norte da cidade de Alepo.

Campos minados

A ação provocou a fuga de mais de 160 mil pessoas, a maioria mulheres e crianças, para a Turquia. Ela explicou aos membros do Conselho de Segurança que o medo dessas pessoas era tanto, que muitas atravessaram campos minados em busca de refúgio.

Amos citou a possibilidade de outras dezenas de milhares de sírios fugirem da mesma forma se os extremistas do grupo, também chamado Estado Islâmico, continuarem ganhando terreno.

Além do Isil, a chefe do Ocha disse que as outras partes envolvidas no conflito continuam desrespeitando as leis humanitárias e dos direitos humanos internacionais.

Carros-Bomba

Segundo ela, o uso de bombas de barris, carros-bomba e morteiros continuam matando e ferindo civis. Todos os lados continuam disparando suas armas de forma indiscriminada contra áreas residenciais, mercados e padarias.

Amos afirmou ainda que "assassinatos, execuções, tortura, sequestros e outras violações da lei internacional continuam acontecendo com total impunidade".

Segundo ela, as tropas do governo continuam com os bombardeios, particularmente em Alepo e na região de Joubar, perto de Damasco.

Refugiados

A chefe do Ocha afirmou que mais de 3 milhões de sírios estão registrados como refugiados em países vizinhos, mas para ela, esse número é muito maior.

Ela falou que dos 11 milhões de sírios que necessitam de ajuda humanitária urgente, 6,4 milhões são deslocados internos e 4,7 milhões estão em áreas de difícil acesso há vários meses.

Amos alertou que quase 600 mil pessoas nas regiões de Deir ez-Zor e Raqqa não conseguiram receber comida do Programa Mundial de Alimentos, PMA, em agosto por causa da violência e da presença de grupos armados na área.

Comida

Ela relatou dificultades para a entrega de ajuda em várias regiões, por exemplo, grupos armados em Alepo não permitem a passagem dos comboios para áreas sob o controle do Isil ou do governo.

Apesar das dificuldades, Amos afirmou que o PMA e parceiros conseguiram levar comida a 4,1 milhões de pessoas.

Ela falou também sobre a importância do apoio financeiro para cobrir as operações humanitárias. Amos agradeceu a promessa de doações de mais de US$ 1 bilhão, feita na semana passada.

A chefe do Ocha deixou claro que sem o dinheiro, o PMA será obrigado a suspender todas as operações de entrega de comida em dois meses.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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