Cimeira do Clima: lusófonos revelam convicções em defesa do ambiente

Ouvir /

Rádio ONU colheu expetativas de Dilma Roussef, Graça Machel, Xanana Gusmão e George Chicoti; secretário-geral da ONU reafirma convicção de que o combate às alterações climáticas exige empenho global.

Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Figuras da política e da sociedade civil de países de língua portuguesa expressaram, esta segunda-feira, suas expectativas por ações globais para deter as alterações climáticas.

Falando à Rádio ONU após discursar na Cimeira do Clima, em Nova Iorque, a presidente brasileira Dilma Roussef disse o que o país espera desta cimeira.

Brasil

"Um acordo do clima mais ambicioso e universal e que, de facto, tome medidas concretas no sentido não só da redução das emissões de gases de efeito de estufa, mas também no que se refere a ações de mitigação e adaptação."

Com o evento, a ONU pretende que as ações envolvam líderes políticos, financeiros e económicos dos Estados-membros da organização e dos setores financeiro, negócios, sociedade civil e líderes locais.

Timor-Leste

O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, está entre os 120 chefes de Estado e de Governo que devem avançar a visão e o compromisso para um acordo climático "universal e significativo" em 2015.

Xanana Gusmão. Foto: ONU/Eskinder Debebe

O chefe de governo de Díli afirmou haver grandes expectativas de alívio dos Estados-ilhas em relação às potências e às companhias "na causa das mudanças climáticas."

Produção

"O problema não é o tsunami, não é só a elevação das águas do mar. É mais do que isso. É a pobreza, a falta de produção agrícola e a migração para a qual se deve começar a pensar já, porque eles vão desaparecer. O grande problema é este, não digo que estão aflitos, eles estão desesperados."

Angola aponta a necessidade de equilíbrio na exploração do petróleo observando medidas ambientais. Uma das metas da cimeira é catalisar ações ambiciosas para reduzir as emissões e reforçar a resiliência climática.

Acordo Ambicioso

O ministro angolano dos Negócios Estrangeiros, George Chicote, falou da vontade política para limitar o aumento da temperatura global.

"Tomarmos medidas de sairmos de uma economia de consumo para uma economia um pouco mais equilibrada. É reforçar cada vez mais as políticas do ambiente para explorarmos os nossos recursos mas num quadro de ambiente mais devidamente estruturado."

Combate

A ativista de direitos humanos e viúva do líder sul-africano, Nelson Mandela, encerra a Cimeira do Clima que ocorre 14 meses antes do encontro que em Paris vai tentar selar um acordo global.

Graça Machel. Foto: Eskinder Debebe

Graça Machel sublinhou que as mulheres devem ser envolvidas no combate às mudanças climática.

"Em boa verdade, o que nós precisamos é maior ambição, maior cometimento e manter o momento de agora até Paris para que não possamos ainda debater mas jogar com o futuro dos nossos netos e bisnetos."

Na abertura da cimeira, o secretário-geral reafirmou a convicção de que o combate às alterações climáticas exige empenho. Ban Ki-moon pediu contribuições para o Fundo Verde do Clima e que seja cumprida a promessa de US$ 100 mil milhões anuais feitos em Copenhaga.

O cair do pano do evento deve culminar com anúncios de ações para reduzir as emissões, aumentar a resistência às mudanças climáticas e mobilizar o financiamento de ações sobre o clima.

Compartilhe

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
Loading the player ...

SIGA A RÁDIO ONU NAS REDES SOCIAIS

 

dezembro 2017
S T Q Q S S D
« nov    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031