Chefe de direitos humanos quer prioridade nos conflitos da Síria e Iraque

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Zeid Ra’ad Al Hussein apontou falhas da comunidade internacional ao sugerir uma análise das causas dos combates; ele citou ainda o conflito em Gaza com mais de 2,2 mil mortos; Líbia, República Centro-Africana e Sudão do Sul também foram mencionados no pronunciamento.

Zeid Ra’ad Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O novo alto comissário de Direitos Humanos das Nações Unidas disse que a prioridade imediata da comunidade internacional deve ser impedir o que considerou de conflitos cada vez mais ligados no Iraque e na Síria.

Falando pela primeira vez no posto, esta segunda-feira, no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Zeid Ra’ad Al Hussein destacou o alastramento do Estado Islâmico, EI, do território sírio para controlar vastas áreas iraquianas.

Recrutamento

O alto comissário pediu esforços para proteger grupos religiosos, étnicos e crianças em risco de recrutamento forçado e de violência sexual. Zeid mencionou severas restrições sofridas pelas mulheres.

O segundo passo seria garantir a responsabilização pelas violações graves dos direitos humanos e outros crimes internacionais. Conforme mencionou, a impunidade só pode levar a mais conflitos e abusos.

A terceira tarefa seria o que chamou recuo de um passo para olhar como e por que as duas crises eclodiram. O responsável considerou que a comunidade internacional teria fracassado em garantir as duas primeiras medidas.

Ideologia Takfiri

Ao citar o assassinato do jornalista americano James Foley, decapitado na Síria pelo EI, o alto comissário condenou atos da ideologia Takfiri, a qual pertencem, segundo Zeid, islamitas radicais que acusam outros (menos eles próprios) de apostasia.

Zeid deplorou a influência radical na morte de inocentes em países como Nigéria, Afeganistão, Paquistão, Iémen, Quénia, Somália, Mali, Líbia, Síria e Iraque, e Estados Unidos, ao mencionar o 11 de setembro.

Ele lembrou ao Conselho de Direitos Humanos que ataques generalizados ou sistemáticos sobre a população civil pela etnia ou crenças religiosas constituem um crime contra a humanidade e que os autores devem ser responsabilizados.

Gaza

O discurso de Zeid Ra’ad Al Hussein mencionou outras crises como o conflito israelo-palestiniano.

Para ele, trata-se do outro exemplo da necessidade de acabar com a discriminação persistente e a impunidade. Citou estimativas recentes sobre a crise em Gaza, apontando para 2131 mortos do lado palestiniano e 71 israelitas.

Ameaça Crescente

Ele abordou também a situação na Líbia, a qual considera ter agravado muito rapidamente e que representa uma ameaça crescente para a segurança regional.

Zeid chamou a atenção para o bombardeamento indiscriminado de grupos armados em áreas densamente povoadas com artilharia pesada e aviões, resultando na morte e no ferimentos de civis, incluindo crianças.

O alto comissário manifestou preocupação com o conflito entre o governo e rebeldes na Ucrânia, onde apontou para a morte de 3 mil pessoas desde meados de abril deste ano. Em África, mencionou as crises na República Centro-Africana e Sudão do Sul.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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