Chefe de assistência humanitária quer mais doações para socorrer iraquianos

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Valerie Amos encerrou visita de três dias ao país neste domingo; segundo ela, até 1,8 milhão de pessoas se tornaram deslocadas internas desde janeiro para fugir da violência.

Valerie Amos. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A subsecretária-geral de Assistência Humanitária da ONU disse que os doadores internacionais devem continuar apoiando o Iraque, especialmente com a chegada do inverno no país.

Valerie Amos fez a declaração no encerramento de uma visita de três dias ao Iraque, neste domingo. Segundo ela, a nação árabe está enfrentando uma crise humanitária séria. Até 1,8 milhão de iraquianos tiveram que abandonar suas casas desde janeiro. Cerca de 20 milhões de pessoas foram afetadas desde a primeira onda de deslocamentos internos no início deste ano.

Frio

Algumas famílias tiveram que fugir dos abrigos temporários várias vezes. A chegada do inverno coloca mais pressão sobre ações de ajuda humanitária para proteger as famílias do frio.

Apesar das condições perigosas, a ONU e as agências humanitárias continuam levando assistência a quem precisa em todo o Iraque.

A chefe do Ocha contou que visitou o acampamento de Khanke, na província de Dohuk, um dos maiores do país. Valerie Amos se reuniu com iraquianos que tiveram que sair de suas casas por causa da violência. Ela disse que ouviu histórias terríveis de brutalidade.

Curdistão

Segundo a ONU, a região autônoma do Curdistão recebeu mais de 850 mil deslocados internos desde o início do ano. Um em cada quatro iraquianos deslocados buscou abrigo na província de Dohuk.

Mas o êxodo está criando uma séria crise. Mais da metade das famílias deslocadas estão em parques e outras áreas abertas como perto de estradas, em prédios inacabados, escolas e instituições religiosas.

Mais de 650 escolas em Dohuk estão agora alojando deslocados internos. E milhares de crianças curdas não puderam retornar à escola em 10 de setembro, como planejado.

Governo

Valerie Amos concluiu dizendo que nos três dias que esteve no Iraque, ela se encontrou com o presidente, o vice-primeiro-ministro e outras autoridades em Bagdá, Erbil e Dohuk.  Ela lembrou que a cooperação com o governo regional do Curdistão deverá resultar num plano operacional para levar abrigo a quem precisa pelos próximos dois meses.

A chefe do Ocha agradeceu à Arábia Saudita e outros doadores pelo apoio. Mas disse que os recursos são ainda insuficientes para atender a todos.

Amos afirmou que o governo iraquiano precisa ter uma estratégia clara para que a comunidade internacional possa ajudar no que for necessário. Entre os pontos mais urgentes, ela citou o restabelecimento do pagamento de salários, o envio de suprimentos médicos, e a retomada do sistema público de distribuição de alimentos.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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