Casos de ébola duplicaram na República Democrática do Congo

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Numa semana, autoridades congolesas notificaram mais 31 pacientes à OMS; recomendações dadas ao país incluem o reforço da vigilância sanitária sem impedir o tráfego internacional.

Distribuição de ajuda alimentar na Libéria. Foto: PMA/Frances Kennedy

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A República Democrática do Congo, RD Congo, notificou mais 31 casos de infeção pelo vírus ébola à Organização Mundial da Saúde, OMS. No total, o país registou 62 pacientes e 35 mortes até esta terça-feira.

As autoridades congolesas foram recomendadas a padronizar as intervenções para prevenir as infeções, além de reforçarem o controlo sanitário das fronteiras sem impedir o tráfego internacional.

Prevenção 

As medidas foram avançadas durante um encontro regional entre o Ministério da Saúde da RD Congo e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, Sadc. A reunião debateu a gestão e a prevenção da transmissão do vírus.

A OMS observa que os trabalhadores de saúde do país também sofreram o impacto da epidemia. São sete mortes e nove casos registados nas quatro aldeias mais afetadas do município de Jeera. Todos os doentes estão hospitalizados.

Meios

Além de conceder apoio logístico, a comunidade internacional enviou especialistas, equipamentos, alimentos e meios de transporte para o terreno num processo liderado pelo Governo.

Cerca de 240 contactos estão a ser monitorizados por uma equipa com a supervisão de um médico epidemiologista e um trabalhador comunitário.

A agência cita também a ação de psicólogos que visitam e conversam com as comunidades.

A OMS recomenda que não seja aplicada nenhuma restrição de viagem ou comercial, exceto em casos de indivíduos confirmados ou suspeitos ou em que tiver havido contacto com casos de ébola.

Fundo

Entretanto, nesta quarta-feira, as Nações Unidas atribuíram US$ 3,8 milhões para apoiar as operações humanitárias para conter o surto na África Ocidental.

O valor do Fundo Central de Respostas de Emergência, Cerf, foi atribuído ao Serviço Aéreo Humanitário da ONU, Unhas.

Com o montante, o apoio da organização doado às agências humanitárias subiu para US$ 7,6 milhões.

Guiné Conacri, Libéria, Nigéria e Serra Leoa foram contemplados pelas ações, que incluem cuidados de saúde de emergência e assistência alimentar.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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