Brasil vai doar US$ 450 mil para combater ebola na África Ocidental

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Anúncio foi feito pelo embaixador do país durante sessão sobre a doença no Conselho de Segurança, nesta quinta-feira; governo autorizou ainda remessa de milhares de toneladas de arroz e feijão ao Programa Mundial de Alimentos para os países mais afetados: Libéria, Serra Leoa e Guiné.

Antonio Patriota. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Brasil anunciou uma doação de US$ 450 mil, o equivalente a mais de R$ 1 milhão, para combater o ebola. O dinheiro irá reforçar as ações da Organização Mundial da Saúde para conter a doença.

O anúncio foi feito ao Conselho de Segurança da ONU, nesta quinta-feira, pelo embaixador do Brasil, Antonio Patriota. Nesta entrevista à Rádio ONU logo após discursar no Conselho, Patriota lembrou do papel do Brasil como presidente rotativo da Comissão de Consolidação da Paz (PBC, na sigla em inglês).

Intervenção

"Este vírus ebola, que é extremamente mortífero, ele afeta três países que fazem parte da Comissão da Construção da Paz que é presidida pelo Brasil. Claramente é um assunto que nos diz respeito de perto. A Comissão foi a primeira a alertar para as implicações desestabilizadoras para a economia. A procurar apoio para combatê-la. De um ponto de vista não apenas de saúde. É claro que a Organização Mundial da Saúde, Medecins sans Frontieres e outros estão tratatando da crise de saúde pública. E hoje, a minha intervenção aqui também tentou salientar as possibilidades oferecidas pela comissão da construção da paz para trazer apoio aos três países afetados."

O Conselho de Segurança da ONU declarou o ebola uma "ameaça à paz e segurança internacionais" durante uma sessão especial na qual foi adotada a resolução 2177.

Arroz e Feijão

A doença já matou mais de 2,6 mil pessoas na África Ocidental, onde foram registrados 5335 casos de contaminação. Os países mais afetados são Libéria, Serra Leoa e Guiné.

Ainda em seu discurso, Antonio Patriota informou que o governo brasileiro autorizou uma doação extra de millhares de toneladas de arroz e feijão ao Programa Mundial de Alimentos para serem distribuídas aos países mais atingidos pelo ebola.

O embaixador Patriota lembrou que é preciso dar uma atenção especial à segurança dos trabalhadores de saúde, que são uma peça chave na contenção do vírus. Segundo o diplomata, sem a proteção adequada, médicos e enfermeiros ficam expostos a altos riscos de contaminação.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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