Ban saúda anúncio de medidas norte-americanas para conter o ébola

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Chefe da ONU considera que a epidemia testa a cooperação e a solidariedade internacional; Estados Unidos devem enviar 3 mil soldados e construir unidades de saúde nos países afetados; Libéria, Serra Leoa e Guiné Conacri com US$ 105 milhões do Banco Mundial.

Unicef ajuda na distribuição de suprimentos para a Serra Leoa. Foto: Banco Mundial/Francis Ato Brown

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O secretário-geral saudou uma série de medidas anunciadas, nesta terça-feira, pelos Estados Unidos para ajudar nas ações globais de combate ao vírus ébola.

Em nota, Ban Ki-moon insta à comunidade internacional a ser ousada e corajosa na sua resposta "como os que estão na linha de frente no combate à doença."

Unidades de Saúde

As medidas anunciadas pelo presidente norte-americano, Barack Obama, incluem a construção de 17 novas unidades de saúde nos países mais afetados. Segundo agências de notícias cada uma delas terá 100 camas. Para esses países serão igualmente enviados 3 mil soldados dos EUA.

Ban destaca ainda o fornecimento de pessoal experiente em logística, formação e engenharia bem como a assistência humanitária contínua para os cuidados de saúde da comunidade.

Os relatos dos media indicam que a proposta de Washington inclui criar uma ponte aérea para entrada rápida de suprimentos para os países afetados pela doença, que já matou mais de 2,4 mil pessoas. A OMS indica que foram registados cerca de 5 mil pacientes.

Libéria

O anúncio inclui o fornecimento de kits de cuidados de saúde domésticos para as famílias. Nesta semana, 50 mil agregados liberianos devem receber o tipo de apoio da agência norte-americana para o Desenvolvimento Internacional, Usaid.

Ban disse que o vírus ébola não é apenas uma crise de saúde mas tem graves consequências humanitárias, económicas e sociais que poderiam se alastrar muito além dos países afetados.

Entretanto, o Banco Mundial aprovou US$ 105 milhões para financiar os esforços para conter a doença. A Libéria, com o maior número de casos, terá US$ 52 milhões. A Serra Leoa terá US$ 28 milhões e a Guiné Conacri US$ 25 milhões.

O montante faz parte dos US$ 200 milhões da Resposta de Emergência ao Ébola anunciada pelo órgão em agosto.

Futuros Surtos

O objetivo é ajudar as famílias e as comunidades a lidar com o impacto económico da crise, reconstruir e fortalecer os sistemas essenciais de saúde pública para que se protejam contra futuros surtos de doenças.

Esta semana, as Nações Unidas disseram que são necessários US$ 1 mil milhão para deter o ébola.

Na sua nota, o secretário-geral disse que a organizarão está determinada a acelerar as ações para cumprir o que chamou de teste de cooperação e da solidariedade internacional.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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