Assembleia Geral: Cabo Verde destaca ação pelo clima a fechar debate

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Aquipélago reafirma proposta de redução de 1,5% nas emissões de carbono; Cidade da Praia também aponta ébola, terrorismo e conflitos regionais como preocupações.

Fernando Jorge Wahnon Ferreira. Foto: Rádio ONU

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

CaboVerde pediu estratégias para a resiliência do planeta aos impactos das mudanças climáticas e o reforço das formas para a sua realização. Nesta terça-feira, o país encerrou os debates de líderes mundiais na 69ª. sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

O embaixador cabo-verdiano junto à ONU, Fernando Jorge Wahnon  Ferreira disse que o país defende uma expansão de economias de baixo carbono, tendo justificado a posição para baixar o aquecimento global.

"Defendemos a redução do aquecimento global abaixo de 1,5 graus Celsius, o que além de ser economicamente viável constitui um requisito básico para o desenvolvimento sustentável global."

O alerta lançado pelo país é que, caso nada seja feito, "todos pagarão pela inação".

Guiné-Bissau

O diplomata revelou ainda a disponibilidade de Cabo Verde para apoiar as medidas para a estabilização regional, com destaque para a Guiné-Bissau.

"No contexto africano, queríamos ainda saudar os progressos alcançados pela República da Guiné-Bissau no regresso à via constitucional no restabelecimento da democracia. Desejamos os maiores sucessos a este país irmão no caminho da paz e do desenvolvimento".

O embaixador cabo-verdiano pediu ainda medidas adequadas para conter o terrorismo no oeste de África. Em relação ao fenómeno, mencionou os desenvolvimentos recentes no continente africano e no Médio Oriente.

Tráfico de Drogas

Para Cabo Verde, também é preciso apoio internacional para que a região possa combater o tráfico de drogas, de armas, de seres humanos além da pesca ilegal.

O embaixador disse que a preocupação é com os conflitos em curso em países de África como Líbia, República Centro-Africana, Somália, Mali, Nigéria e a região dos Grandes Lagos.

Agenda Pós-2015

O diplomata abordou ainda o combate ao ébola na África Ocidental no fim  do debate geral do líderes internacionais. Ele elogiou as medidas do mundo para conter o surto que já matou mais de 3 mil pessoas na Libéria, Serra Leoa e Guiné Conacri.

Para a próxima estratégia de desenvolvimento global, a proposta cabo-verdiana é que a "agenda seja centrada nas pessoas" tendo como uma das prioridades "o respeito escrupuloso de direitos humanos". A 69ª. sessão  da Assembleia Geral das Nações Unidas decorreu sob o lema "Preparar o Cenário para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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