Apesar de avanços, 805 milhões ainda passam fome no mundo

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Relatório "O Estado da Insegurança Alimentar" foi divulgado pela FAO e confirma que total de famintos diminuiu em 100 milhões na última década; Brasil e México são citados em entrevista à Rádio ONU pelo seus programas de geração de renda.

Brasil é citado no relatório com o Programa Fome Zero. Foto: FAO

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Uma em cada nove pessoas do mundo passa fome, num total de 805 milhões de famintos, segundo relatório divulgado esta terça-feira pela FAO, a agência da ONU para Agricultura e Alimentação.

O documento "O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo" fala entretanto numa "tendência positiva", já que houve declínio de 100 milhões de famintos na última década.

Brasil

Se forem considerados dados desde a década de 1990, a queda chega a mais de 20%. O Brasil é um dos países citados no relatório, que considera o programa Fome Zero responsável por levar o país a alcançar o Objetivo do Milênio de número 1: reduzir pela metade o total de pessoas que passam fome.

Segundo a FAO, a extrema pobreza no país caiu de 14% para 3,5% entre 2001 e 2012 e no mesmo período a renda da população mais pobre cresceu três vezes. O número de brasileiros desnutridos dimiuniu para menos de 5% em 2004.

Políticas

De Brasília, a diretora-geral assistente da FAO para a América Latina e Caribe, Eve Crowley, falou à Rádio ONU sobre a importância do compromisso político no setor.

"Na América Latina temos países em que o interesse de reduzir a fome como um agente prioritário no país ficou como a coisa mais importante, como é o caso do Brasil. O esforço das políticas intersetoriais, em que não é um problema só de agricultura, só de saúde, mas de educação, desenvolvimento social, desenvolvimento territorial, todos estão implicados na mesma guerra contra a fome."

Situação na África

A especialista da FAO, Eve Crowley, avalia que o oposto ocorre em países africanos.

"Temos África, onde o número de pessoas com fome continua a crescer. Faltam em muitos países programas de alimentação escolar, programas de compras públicas de agricultores familiares e atenção à saúde materno-infantil."

O estudo da FAO confirma a Ásia como a região que abriga a maioria dos famintos do mundo, 526 milhões de pessoas.

Já na África Subsaariana, mais de uma em cada quatro pessoas sofre de desnutrição severa. A América Latina e o Caribe foi a região que fez maiores progressos para garantir segurança alimentar.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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