África será destaque em encontro anual do Acnur

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Comité Executivo da agência vai discutir como mobilizar mais atenção internacional para situações de deslocamento na região; continente é o que tem maior número de refugiados e deslocados internos, 15 milhões.

António Guterres. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

Em sua reunião anual, os 94 Estados membros do Comité Executivo do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, vão discutir como mobilizar mais atenção e apoio internacional para as "complexas" situações de deslocamento na África.

O encontro de alto nível sobre refugiados no continente começa nesta segunda-feira e vai durar dois dias.

Refugiados

O alto comissário, António Guterres, abrirá o evento, seguido pelo conselheiro especial do secretário-geral para a Prevenção de Genocídio, Adama Dieng.

Ministros e representantes de países com algumas das maiores populações de refugiados do continente falarão sobre o "profundo sofrimento humano",   resultado de guerras e deslocamentos. Eles vão discutir as consequências humanitárias para a África e os desafios enfrentados pelos deslocados e as comunidades que os recebem.

Segundo o Acnur, o encontro vai lembrar à comunidade internacional os riscos de se continuar a "negligenciar" as crises humanitárias em África. A reunião, que também terá participação de Estados observadores, ONGs e parceiros da ONU, pretende promover "solidariedade internacional".

Números

De acordo com a agência, África é o continente com o maior número de refugiados e deslocados internos, 15 milhões. Isso inclui quase 2,5 milhões de pessoas deslocadas durante os primeiros seis meses de 2014, a maior parte por guerras na República Centro-Africana, nordeste da Nigéria e Sudão do Sul.

Além dessas emergências "novas ou retomadas", a agência menciona outras situações de deslocamento no continente: mais de 1,1 milhão de somalis, 650 mil sudaneses, metade deles de Darfur, cerca de 500 mil congoleses e mais de 300 mil eritreus permanecem no exílio.

O Acnur afirma ainda que, em 2013, apenas 168 mil refugiados puderam voltar para casa.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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