Unesco reforça ação para proteger patrimônio cultural em perigo

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Conflitos no Iraque, na Líbia, no Mali e na Síria destacam ameaças a locais que sofrem ataques ou danos; agência afirma ser urgente evitar que museus, bibliotecas e outros espaços culturais sejam alvos.

A cidade de Aleppo, na Síria, existe desde milênios antes de Cristo. Foto: Unesco/Silvan Rehfeld

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, está fazendo um apelo para a proteção de patrimônios culturais em países que enfrentam conflitos.

A agência afirma que ações recentes no Iraque, na Líbia, no Mali e na Síria destacam "as múltiplas ameaças sofridas por estes locais", que podem ser alvo de ataques, destruição e danos durante confrontos.

Vandalismo

A Unesco cita também "vandalismo" realizado por "facções que buscam apagar as conquistas de culturas passadas". Segundo a agência, os conflitos nesses países mostram como é complexa a intervenção para proteger o patrimônio, apesar de uma série de convenções internacionais com este propósito.

O estatuto do Tribunal Penal Internacional, TPI, também define que "a destruição intencional de prédios históricos pode ser crime de guerra". Por isso, a Unesco diz ser imperativo resolver a impunidade nesses casos.

Observatório

A agência alerta aos lados em conflito sobre a urgência em manter espaços culturais, museus, bibliotecas e arquivos livres da "destruição da guerra".

Na Síria, a Unesco lançou um observatório para monitorar a proteção do patrimônio do país, sendo o tráfico ilícito uma das piores ameaças durante conflitos.

No Mali, a agência ajuda na recuperação das tumbas de Timbuktu, dos séculos 15 e 16, incluindo duas que foram destruídas em 2012 e estão sendo reconstruídas.

Jornalista Assassinada

E na terça-feira, a diretora da agência, Irina Bokova, condenou o assassinato, no Iraque, da jornalista Leyla Yildizh. Ela era fotógrafa e repórter de TV para a agência de notícias Firat e morreu dia 8 de agosto, durante um ataque contra um campo de refugiados no norte de Mossul.

A chefe da Unesco lembrou ser essencial manter o respeito e a segurança dos profissionais da mídia. Bokova também pediu às organizações do setor que garantam treinamento adequado e apoio a todos os jornalistas enviados para zonas de conflito.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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