Situação na Síria piorou nos últimos seis meses, diz representante da ONU

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Em declaração no Conselho de Segurança, secretária-geral assistente disse que Estado Islâmico continua a cometer atrocidades no país; número de mortos no conflito passa de 191 mil.

Kyung-wha Kang. Foto: ONU/Loey Felipe

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A secretária-geral assistente da ONU, Kyung-wha Kang, falou nesta quinta-feira ao Conselho de Segurança sobre a Síria. Ela leu uma declaração que destaca a questão humanitária no país.

Ela disse que há seis meses que a resolução 2139 foi adotada pressionando os lados do conflito que respeitem leis internacionais para reduzir o sofrimento dos civis.

Piora

No entanto, segundo a secretária-geral assistente, a situação das pessoas na Síria piorou. De acordo com organizações de direitos humanos, apenas em julho de 2014 mais de mil civis foram mortos ou feridos.

O Escritório da ONU de Direitos Humanos divulgou no dia 22 de agosto uma atualização do número de vítimas do conflito na Síria. Foram reportadas 191,369 mortes entre março de 2011 e abril deste ano. Kang afirmou que este número deve ser ainda maior.

Ela mencionou o uso de bombas de barril pelo governo em áreas residenciais e também ataques de morteiros, bombardeios e explosivos usados por grupos de oposição e extremistas.

Quase um milhão de pessoas em Alepo estão sem água por conta de ataques a infraestrutura essencial. Centros e profissionais de saúde continuam sendo alvos.

A representante da ONU disse ainda que o número de pessoas fugindo da Síria em busca de segurança continua a subir. Quase metade são deslocados internos ou refugiados.

Estado Islâmico

Ela mencionou o avanço do grupo Estado Islâmico à região central do país e que continua a cometer "atrocidades horríveis" aos seus opositores. Relatos incluem decapitações, crucificações e tráfico de mulheres.

Kyung-wha Kang pediu o fim da impunidade e que os criminosos sejam responsabilizados.

Ajuda Humanitária

A secretária-geral assistente disse que houve alguma melhora no acesso humanitário no último mês. Até o momento, a ONU enviou nove carregamentos partindo de países vizinhos.

A remessa inclui assistência alimentar para cerca de 69,5 mil pessoas e itens médicos para cerca de 190 mil pessoas. Outros carregamentos estão previstos para o próximo mês.

Kang afirmou que o Conselho de Segurança "deve fazer tudo o que puder para pôr fim ao conflito e garantir um maior acesso humanitário".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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