Programa para reintegrar ex-combatentes da Colômbia completa 10 anos

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Sistema da Organização Internacional para Migrações, OIM, é utilizado pelo governo; desde 2004, foram registrados mais de 56 mil indivíduos que lutaram com grupo paramilitar; eles receberam apoio psicossocial.

Famílias também recebem apoio na Colômbia. Foto: ONU/Evan SchneideR

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A Organização Internacional para Migrações, OIM, está comemorando 10 anos de seu Sistema de Monitoramento, Apoio e Avaliação, criado para cadastrar ex-combatentes da Colômbia.

A iniciativa permitiu que 56,5 mil pessoas fossem registradas junto às bases do governo colombiano desde 2004. A OIM destaca que o passo é essencial para a reintegração dos ex-combatentes à vida econômica e social.

Paramilitar

O governo usa a base de dados em seus programas de assistência e de serviços para os indivíduos e suas famílias. Nos primeiros anos do projeto, o sistema da OIM lidou com dados de 40 mil pessoas que lutaram com as Autodefesas Unidas da Colômbia, um grupo paramilitar.

Desde 2004, foram avaliados mais de 2 milhões de arquivos e registrados milhares de documentos com histórico familiar e pessoal, serviços recebidos, cursos e atividades psicológicas realizados pelos ex-combatentes.

Comunidades

O chefe da OIM na Colômbia, Marcelo Pisani, explicou que o sistema trabalha a nível nacional para monitorar e apoiar pessoas desmobilizadas e suas famílias.

O projeto também fornece ao governo maneiras de medir progressos econômicos da reintegração e serviços comunitários realizados para alcançar a reconciliação.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 18 DE DEZEMBRO DE 2017
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