Pnuma quer quebrar ciclo de degradação ambiental em Moçambique

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Agência da ONU afirma que recursos naturais representam até 50% do PIB do país; autoridades dizem que esforços de manejo do meio ambiente são fundamentais para reduzir a pobreza.

Degradação ambiental em Moçambique. Foto: Pnuma

Edgard Júnior, da Radio ONU em Nova Iorque.*

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, quer romper o ciclo vicioso de degradação ambiental e pobreza em Moçambique.

A agência da ONU diz que 82% dos empregos dependem dos recursos naturais e calcula-se que o chamado "capital natural" represente até 50 por cento do Produto Interno Bruto do país.

Coqueiros

O Pnuma deu como exemplo os coqueiros no litoral da Zambézia. A plantação serve de renda para as comunidades locais que chegam a 1,7 milhão de pessoas.

Segundo as Nações Unidas, desde 2003 mais de 1 milhão de coqueiros morreram devido a pragas. As autoridades dizem que se a tendência atual continuar, mais de metade da plantação estará perdida em alguns anos.

Para o Pnuma, a chave para a mudança em Moçambique está em garantir uma agenda oficial que combata a pobreza e proteja o meio ambiente.

Metas

Uma iniciativa do governo, que conta com o apoio, implementou metas de desenvolvimento a favor dos mais pobres em pelo menos oito setores.

Um estudo feito pelos Ministérios de Coordenação de Assuntos Ambientais e de Desenvolvimento e Planejamento mostrou que o prejuízo económica anual de Moçambique com a degradação ambiental é de U$ 1,5 mil milhão por ano.

O documento explica que o custo para evitar danos ao meio ambiente é muito menor, representa aproximadamente metade desse valor.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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