Pillay expressa pesar sobre posição do Japão em caso de escravidão sexual

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Segundo a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, abordagem do país sobre o assunto causa mais violações dos direitos das vítimas; questão se refere a período de guerra.

Navi Pillay. Foto: ONU/Violaine Martin

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York*.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, expressou nesta quarta-feira profundo pesar pelo Japão não ter fornecido reparação eficaz a vítimas de escravidão sexual durante a Segunda Guerra Mundial.

Em nota, Pillay disse que o Japão fracassou em preparar uma resolução abrangente, imparcial e duradoura para abordar os direitos destas mulheres.

Justiça

Segundo a chefe da agência da ONU, este não é um assunto relegado à história, mas sim, atual, uma vez que as violações de direitos humanos destas mulheres continuam ocorrendo enquanto o direito à justiça e à reparação não se realizarem.

A alta comissária falou que estas mulheres estão enfrentando cada vez mais negativas e comentários degradantes por pessoas públicas no Japão.

Um relatório publicado em junho deste ano por uma equipe de estudo nomeada pelo governo afirmou "não ser possível confirmar que aquelas mulheres foram recrutadas à força". De acordo com o Alto Comissariado, após a publicação deste documento, um grupo em Tóquio declarou publicamente que elas "não eram escravas sexuais, mas prostitutas durante a guerra".

Pillay disse que estas afirmações "devem causar tremenda agonia" àquelas mulheres, mas "não foram refutadas publicamente pelo governo".

Recomendações

Segundo a agência da ONU, o Japão recebeu recomendações de diversos especialistas e órgãos de Direitos Humanos para tomar medidas concretas para enfrentar a questão.

Pillay mencionou que o Japão assinou a Declaração da ONU sobre a Prevenção à Violência Sexual em Conflitos no ano passado.

*Apresentação: Edgard Júnior.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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