Perito da ONU quer falar face a face com israelitas e palestinianos

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Vítimas de confrontos, testemunhas e funcionários governamentais na mira do relator especial sobre os Territórios Palestinianos; deslocação está planeada para setembro; em seis semanas morreram 1450 civis palestinianos e quatro israelitas.

Civis feridos pelo conflito em Gaza. Foto: Unrwa.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O relator especial para os Territórios Palestinianos ocupados desde 1967 pediu a Israel que permita o seu acesso às áreas em setembro.

Em nota,  Makarim Wibisono disse que pretende reunir informações em primeira mão do impacto das atuais hostilidades sobre a situação dos direitos humanos. Ele foi nomeado em junho passado.

Vítimas e Testemunhas 

No documento, o especialista afirma que a sua prioridade é ver com os próprios olhos a situação no terreno, ouvir e falar face a face com vítimas e testemunhas.

A nota refere também a sua intenção de discutir questões de interesse com responsáveis de ambos os lados. O seu mandato, atribuído pelo Conselho de Direitos Humanos, prevê monitorizar e informar sobre a situação nas áreas.

Escalada de Hostilidades 

O perito disse ter um sentido de urgência em ver em primeira mão o impacto da recente da escalada de hostilidades sobre as vidas de civis na Faixa de Gaza e o aumento das tensões na Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

Nas últimas seis semanas, o relator disse que o número de mortos ultrapassou 1450 civis palestinianos, incluindo mais de 490 crianças. Do lado israelita, quatro civis perderam a vida.

Famílias de Acolhimento 

O especialista destaca que centenas de milhares de civis continuam em abrigos da ONU ou em casas de famílias de acolhimento em toda a Faixa de Gaza.

Na área, estima-se que 17,2 mil unidades habitacionais têm necessidade de reparação urgente de infraestrutura para apoiar a vida de moradores de bairros inteiros.

Acesso

Segundo Wibisono, a última visita de um especialista da área a Israel e aos Territórios Palestinianos foi em 2007. Na altura, o acesso foi permitido por Israel, mas sem reuniões com as autoridades de Telavive.

O especialista manifestou consternação com a nova escalada de hostilidades, tendo pedido medidas audazes e corajosas aos líderes. O objetivo é travar imediatamente o que chama de violência sem sentido "particularmente à luz do número elevado de vidas perdidas”.

Wibisono disse ainda que levantar o bloqueio de sete anos a Gaza é um passo essencial para o fim da crise, permitindo que as pessoas da área possam reconstruir as suas vidas.

Negociações

O apelo a todas as partes é que retornem à mesa de negociações. Para ele, o fim do ciclo de violência e destruição somente vai acontecer ao colocar os direitos humanos e o direito internacional humanitário no centro das negociações.

Após a visita, Wibisono planeia preparar um informe para apresentar em outubro na 69ª. Sessão da Assembleia Geral. Em março de 2015 a situação deve ser apresentada ao Conselho de Direitos Humanos.

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