Opas destaca impacto da febre aftosa sobre população latino-americana

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Escritório da agência no Rio de Janeiro fala à Rádio ONU sobre esforços para erradicar a doença das Américas; especialistas trabalham também em outras ações como a eliminação da raiva, que mata de 50 mil a 100 mil pessoas no mundo.

Combater a febre aftosa na América Latina.Foto: FAO

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, fez um alerta sobre o impacto sócio-econômico da febre aftosa e outras doenças sobre as populações dos países latino-americanos.

O tema foi debatido durante uma visita do diretor do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa ao Paraguai. Segundo Ottorino Cosivi, a incidência da febre aftosa pode causar uma "perda tremenda ao comércio internacional" além de afetar de forma negativa o desenvolvimento rural.

Comércio

Para combater o problema e os casos isolados da doença em algumas nações da região, a Opas lançou a iniciativa do Centro, também conhecido como Panaftosa. Os especialistas trabalham no escritório fundado há mais de 60 anos no Rio de Janeiro. 

Um dos médicos da Opas no Rio de Janeiro, Julio Pompei, falou à Rádio ONU sobre ações de erradicação da doença, e a situação do Brasil, que não registra nenhum caso há oito anos.

"O Brasil já faz oito anos que não tem febre aftosa. Mas ele ainda tem áreas que não são reconhecidas livres (da doença). Então enquanto isso não ocorrer, os países podem sim ter essa rejeição de produtos e restrição ao comércio. O mínimo hoje para você solicitar uma área livre, você tem que estar dois anos sem a ocorrência da enfermidade. E o seu programa tem quer revisado de ponta a ponta para saber se ele está indo bem."

Raiva

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, a Comissão para Luta contra a Febre Aftosa, Cosalfa, foi criada em 1972. O grupo tem 24 representantes de 12 países das Américas incluindo o Brasil.

Além disso, a Panaftosa se dedica a ações de combate à raiva, uma doença que faz dezenas de milhares de vítimas fatais, todos os anos, como informou o médico Julio Pompei.

"Morrem, anualmente, mais de 50 mil pessoas por raiva transmitida por cachorros. E aqui na região das Américas uma ou duas pessoas somente, e estamos já terminando essa eliminiação."

A Opas tem realizado reuniões regulares de combate à febre aftosa nos países sul-americanos. Além do Paraguai, em abril, os especialistas se reuniram em Lima no Peru para o encontro da Comissão Sul-Americana de Luta contra a Febre Aftosa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 22 DE NOVEMBRO DE 2017
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