ONU alerta que número de civis mortos na Ucrânia mais do que triplicou

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Escritório de Direitos Humanos afirmou que, em média, 36 pessoas são assassinadas por dia no país, há um mês eram 11; grupos armados estão atacando nos corredores humanitários criados para que a população possa fugir da região.

Ivan Simonovic. Foto: ONU Ucrânia

Edgard Júnior, da Radio ONU em Nova York.

Um relatório do Escritório de Direitos Humanos da ONU alertou que o número de civis mortos na Ucrânia mais do que triplicou no último mês.

O documento foi preparado pelo secretário-geral assistente de Direitos Humanos, Ivan Simonovic.

Tendência Alarmante

Simonovic afirmou que a "tendência é clara e alarmante. Há um aumento significativo do número de mortes no leste do país".

Segundo ele, atualmente, em média, 36 pessoas estão sendo assassinadas por dia devido ao aumento do uso de artilharia pesada tanto pelo governo como por grupos armados. Há um mês, 11 mortes de civis eram registradas diariamente.

O relatório mostrou que entre abril e agosto, quase 2,6 mil civis foram mortos somente no leste da Ucrânia.

Calcula-se que pelo menos 468 pessoas tenham sido detidas por vários grupos armados na região. O número de deslocados internos chegou a 190 mil.

Medo e Terror

O chefe do Departamento para Américas, Europa e Ásia Central do Escritório de Direitos Humanos, Gianni Magazzeni afirmou, esta sexta-feira, que "existe um reinado de medo e terror em áreas controladas pelos grupos armados".

"Magazzeni disse que a situação tem piorado e que, em alguns casos, os civis estão sendo assassinados enquanto atravessam os chamados corredores humanitários criados para que a população possa deixar a região com segurança."

Ele afirmou que a impunidade precisa acabar e os responsáveis por esses atos devem ser levados à justiça. Para o representante da ONU, há necessidade de que se faça mais para proteger a população civil.

Magazzeni disse que tanto as tropas do governo como dos grupos armados de oposição estão cometendo sérias violações dos Direitos Humanos, incluindo assassinatos, sequestros, tortura e maus-tratos de detidos, alguns deles são submetidos a trabalho forçado.

Violação

A alta comissária de Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que "o ataque deliberado contra civis representa uma violação da lei humanitária internacional e mais deve ser feito para proteger a população".

Ela declarou que "todos os envolvidos nas hostilidades na região leste devem cumprir com os princípios de distinção e precaução, principalmente em áreas altamente povoadas."

Pillay disse que "há uma necessidade urgente de se acabar com as lutas e a violência no leste do país, antes que mais civis sejam feridos ou forçados a fugir.

Comunidade Internacional

Nesta quinta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que estava alarmado com o que classificou de "uma escalada perigosa" da crise na Ucrânia.

O Conselho de Segurança também se reuniu para discutir a violência na região.

Ban afirmou que a "comunidade internacional não pode permitir que a situação piore ainda mais nem pode permitir a continuação da destruição e da violência no leste da Ucrânia".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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