ONU alerta para aumento da violência contra sunitas no Iraque

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Comunidade na província de Basra sofre com assassinatos e sequestros; Missão das Nações Unidas no país recebeu relatos de que vítimas foram alvo por "nenhuma outra razão a não ser sua fé".

Nickolay Mladenov. Foto: ONU/JC McIlwaine

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O representante do secretário-geral no Iraque expressou grave preocupação com ataques recentes cometidos contra integrantes da comunidade sunita na província de Basra.

Nesta quarta-feira, Nickolay Mladenov afirmou estar muito alarmado com assassinatos e sequestros em áreas diversas da província. Desde 23 de junho, pelo menos 19 civis sunitas foram mortos.

Mais Segurança

Segundo Mladenov, muitos incidentes não foram relatados pela mídia, mas foram verificados pela Missão da ONU no Iraque, Unami, por meio de fontes diversas.

O representante pede a autoridades e polícia locais para reforçar as medidas de segurança e prevenir novos ataques contra minorias.

O chefe de Direitos Humanos da Unami explicou que a comunidade local expressou a visão "de que as vítimas foram alvo por nenhuma outra razão a não ser a sua fé".

Ameaças

Segundo Francesco Motta, as autoridades listaram os autores do crime como "homens armados não identificados", mas não houve até o momento nenhuma prisão em relação aos incidentes.

Mesquitas e organizações sunitas estariam também recebendo ameaças anônimas para que os civis deixem Basra ou enfrentem risco de morte. Nos últimos dias, casas de vários sunitas foram pichadas com um 'X' e por isso, muitas pessoas começaram a fugir da região.

Avião

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, começou esta quarta-feira uma grande operação humanitária no Iraque, que deve durar 10 dias e alcançar meio milhão de pessoas.

O primeiro avião, carregando 100 toneladas de suprimentos, chegou a Erbil, no norte do país. O Boeing 747 saiu da Jordânia carregando mais de 3 mil tendas, 20 mil lençois plásticos, 18,5 mil kits de cozinha e 16,5 mil galões para água ou combustível.

Saúde

Segundo o Acnur, estão programados mais três voos nos próximos dias, com 100 toneladas de suprimentos cada. Além disso, a agência está lançando uma operação por mar e terra, com 175 caminhões levando tendas, cobertores e itens de casa.

O chefe do Acnur, Antonio Guterres, explicou que "este é o maior impulso único de ajuda" montado pela agência em mais de uma década.

Calcula-se que 1,2 milhão estão desalojados no Iraque, incluindo 500 mil que fugiram dos conflitos iniciados em Anbar em janeiro e mais de 600 mil deslocados pela violência em Mosul e Sinjar desde junho.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, recebeu uma doação de US$ 50 milhões, ou mais de R$ 112 milhões, da Arábia Saudita. O dinheiro será usado para assistência médica aos iraquianos e refugiados afetados pelo conflito no país.

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