ONU: ações do grupo Estado Islâmico no Iraque podem ser crimes de guerra

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Em nota, secretário-geral disse que está alarmado com relatos de que os militantes teriam tomado os distritos de Sinjar e Tal Afar na província de Ninawa.

Iraquianos deixam Mossul rumo a Erbil. Foto: Acnur/Rocco Nuri

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas emitiram uma nota manifestando "profunda preocupação" com a segurança de civis no Iraque.

De acordo com a nota, o secretário-geral está alarmado com relatos de que o grupo Estado Islâmico, antes chamado de Isil, teria tomado os distritos de Sinjar e Tal Afar na província de Ninewa.

Condenados à Morte

O ataque causou o deslocamento de 200 mil pessoas. Para Ban Ki-moon, atentados sistemáticos contra civis, grupos étnicos e religiosos no Iraque podem ser considerados crimes de guerra.

Ele lembrou que as pessoas estão sendo alvejadas por causa de suas crenças e origem étnica. Segundo Ban, os autores do crime têm que prestar contas.

De acordo com agências de notícias, no início de agosto, os militantes do grupo ameaçaram cristãos que vivem em Mossul a se converterem ao islamismo, pagarem um imposto ou serem condenados à morte. Há relatos de que até 30 mil cristãos tenham fugido da cidade por causa da violência.

O mesmo grupo destruiu uma igreja histórica e centro de peregrinações, além de mesquitas xiitas.

O chefe das Nações Unidas contou que está horrorizado com a crise humanitária que as ações do Estado Islâmioco e de outros grupos armados têm causado. Ele pediu ao governo iraquiano e ao governo regional do Curdistão que colaborem para proteger os civis e a integridade territorial do Iraque.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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