OMS: países afetados não têm como lidar sozinhos com surto de ebola

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Agência da ONU fez afirmação ao declarar doença "emergência de saúde pública"; diretora-geral da OMS disse que propagação do vírus se deve à fragilidade dos sistemas de saúde.

Agente de saúde atende vítima do ebola em Centro de Tratamento do Ebola na Serra Leoa. Foto: Irin/Tommy Trenchard

Edgard Júnior, da Radio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde declarou, esta sexta-feira, que o surto de ebola na África Ocidental representa uma emergência de saúde pública global.

Segundo a OMS, o mundo precisa estar em alta vigilância para possíveis casos da doença. A agência da ONU explica que isso não significa que todos os países vão registrar infecções, apenas uma pequena parte do continente africano foi afetado pelo surto.

Combate

A organização disse que as nações atingidas pela epidemia até agora, simplesmente não têm condições de combater sozinhas um surto dessa dimensão e complexidade.

Antes da declaração da OMS, o médico brasileiro Maurício Ferri falou à Rádio ONU sobre o problema. Ferri, que está ajudando a agência a combater a epidemia na Serra Leoa, falou sobre o pessoal médico no local.

"É uma equipe multidisciplinar que vai de logística à coordenação, a parte bem técnica de virologia, infecção hospitar e comunicação com o público. É realmente um esforço multidisciplinar que envolve uma coordenação de uma equipe aqui em Genebra, na Guiné, na Libéria, na Nigéria, Serra Leoa e também em contato constante com outros especialistas em ebola, em doenças infecciosas no mundo inteiro."

Proteção

A agência declarou que esses países não têm condições financeiras, médicos e enfermeiros suficientes, e roupas de proteção especiais para lidar com a doença.

Para minimizar os riscos de uma propagação internacional do vírus, a OMS disse que todos os passageiros viajando dos países afetados pela epidemia devem ser examinados para possíveis sintomas.

A agência da ONU sugere que as pessoas já infectadas não devem ser transferidas de um país para outro.

Propagação

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que a propagação do vírus ganhou força por causa do frágil estado dos sistemas de saúde dos países afetados.

Ela citou também a falta de material médico, profissionais qualificados e desinformação pública sobre a doença.

Chan pediu à comunidade internacional que ajude as nações atingidas a combater a epidemia.

Segundo a agência da ONU, o surto de ebola já matou até agora mais de 900 pessoas. Ele teve início na Guiné-Conacri em dezembro do ano passado e se espalhou para Libéria, Serra Leoa e em menor escala na Nigéria.

Em resposta, a OMS afirma que no caso dos países afetados, os chefes de Estado devem declarar emergência de saúde nacional.

Além disso, as autoridades devem vigiar fronteiras, aeroportos e portos, e realizar exames em todas as pessoas que apresentarem febre ou outros sintomas do ebola.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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