OMS organiza workshop para fortalecer preparação e resposta contra ebola

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Primeiro da série de encontros começou nesta terça-feira, no Congo; mais de 40 especialistas em saúde, mobilização social e comunicação estão reunidos.

Especialistas reunidos para discutir controle e prevenção do ebola. Foto: OMS

Laura Gelbert, da Rádio ONU, em Nova York.

O primeiro de uma série de workshops com objetivo de fortalecer as defesas da África contra o surto de ebola que está acontecendo em alguns países do continente começou nesta terça feira em Brazzaville, Congo.

O encontro de três dias é promovido pela Organização Mundial da Saúde, OMS.

Especialistas

Mais de 40 especialistas em controle e prevenção de doenças e infecções, saúde, mobilização social e comunicação estão reunidos.

Os participantes são de Ministérios da Saúde e escritórios da OMS em 10 países africanos: Botswana, Etiópia, Gana, Quênia, Namíbia, Ruanda, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Zimbábue.

Na abertura do workshop, o diretor de Imunização, Vacinas e Emergências do escritório regional da OMS na África, Deo Nshimirimana, disse que apesar dos esforços feitos para controlar o ebola, o surto continua.

Ele afirmou que o número de casos e mortes está subindo, o que constitui uma ameaça para todos os países africanos e o mundo.

O especialista falou ainda que o surto de ebola "não é apenas um problema de saúde, mas uma ameaça à economia e ao desenvolvimento dos países também". Segundo ele, "é preciso acelerar os esforços para controlar rapidamente a situação".

Conhecimento

Espera-se que ao final do workshop os participantes tenham adquirido o conhecimento necessário para conduzir encontros similares em seus respectivos países.

Ele aborda estratégias recomendadas atualmente para controlar o ebola. Entre elas, vigilância e gestão de dados, controle e prevenção de infecções, coleta e transporte de amostras de laboratório, técnicas de comunicação e mobilização social.

Segundo a OMS, desde o início do surto, relatado inicialmente na Guiné em março deste ano, a agência e seus parceiros mandaram mais de 450 especialistas para os quatro países afetados. Além da Guiné, estão também a Libéria, Nigéria e Serra Leoa.

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