Estudo da ONU indica mais de 191 mil mortos pelo conflito na Síria

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Mas segundo alta comissária para os direitos humanos, número pode estar subestimado; Navi Pillay lamenta que no atual "período de desestabilização global", a Síria tenha "saído do radar internacional".

Navi Pillay. Foto: ONU/ Jean-Marc Ferré

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Escritório da ONU de Direitos Humanos divulgou nesta sexta-feira uma atualização do número de vítimas do conflito na Síria. Foram reportadas 191,369 mortes entre março de 2011 e abril deste ano.

Mas segundo a alta comissária para os direitos humanos, o total pode estar subestimado. Navi Pillay explicou que o estudo foi baseado numa lista de mais de 318 mil pessoas mortas no país.

Identificação

Mas só foram considerados os casos em que o nome da vítima, o dia e o local da morte eram conhecidos. O escritório da ONU usou dados de cinco fontes diferentes, incluindo o governo sírio.

Após serem identificados casos de duplicação, chegou-se ao número de mais de 191 mil pessoas mortas em três anos de conflito, mais que o dobro do que o documentado no ano passado.

Mais Homens

Em Genebra, o porta-voz Rupert Colville afirmou que a "alta comissária lamenta que em meio a tantos outros confrontos neste período de desestabilização global, o impacto da violência na Síria tenha saído do radar internacional".

O maior número de mortes ocorreu na área rural de Damasco, em Alepo e em Homs. Cerca de 85% das vítimas eram homens e 9,3% eram mulheres. Como nos outros estudos, não foi possível diferenciar entre combatentes e não-combatentes. Mais de 2 mil crianças mortas tinham menos de 10 anos de idade.

Navi Pillay declarou "ser escandaloso que a situação dos mortos, feridos, deslocados ou detidos" na Síria não esteja mais atraindo tanta atenção, apesar do enorme sofrimento que enfrentam".

Impunidade

A alta comissária destacou o impacto do conflito sírio em países vizinhos, como Iraque e Líbano. Ela condenou os "assassinos e torturadores da Síria", que segundo Pillay, estão "encorajados pela paralisia internacional".

Navi Pillay disse ainda que "crimes de guerra e contra a humanidade" foram cometidos no país com total impunidade. A alta comissária lamentou que o Conselho de Segurança tenha falhado em indicar a Síria para julgamento no Tribunal Penal Internacional.

 

Pillay pediu que os governos tomem medidas sérias para conter mais crimes e acima de tudo, "parem de abastecer uma catástrofe humana monumental" por meio do fornecimento de armas.

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