ECA afirma que África atrai mais investimentos dos Brics do que dos EUA

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Secretário-executivo da Comissão Económica para África disse que as companhias americanas estão perdendo oportunidades na região; Banco Mundial vai disponibilizar US$ 5 mil milhões para investimentos no setor energético.

Carlos Lopes Foto: ECA

Edgard Júnior, da Radio ONU em Nova York.

O secretário-executivo da Comissão Económica para África, Carlos Lopes, afirmou que a África atrai mais investimentos dos Brics, grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, do que dos Estados Unidos.

Lopes, que participou da Cimeira África-Estados Unidos em Washington, disse que as empresas americanas estão perdendo oportunidades na região.

Europa e Japão

Para o chefe da ECA, "não só os Estados Unidos mas também o Japão e as economias europeias estão ficando em segundo plano".

A agência da ONU diz em comunicado "que a recente caracterização positiva da África como um continente em crescimento vem, em parte, das rápidas mudanças socioeconómicas e da boa-governança".

Lopes deu como exemplos de avanços as ilhas Maurícias, Etiópia, Nigéria e Marrocos.

Banco Mundial

O Banco Mundial disponibilizou US$ 5 mil milhões para financiar projetos energéticos em seis países africanos, Etiópia, Gana, Quénia, Libéria, Nigéria e Tanzânia.

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, disse que 600 milhões de africanos não têm acesso à eletricidade apesar de o continente ter um dos maiores potenciais energérticos do mundo nos setores hidrelétrico, geotérmico, eólico e solar.

Ele citou ainda as vastas reservas de petróleo e gás natural espalhadas pela região.

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