Conselho de Segurança debate situação na República Democrática do Congo

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Enviado especial do secretário-geral ao país citou avanços na luta contra grupos armados; Martin Kobler disse que mais de 500 mil deslocados por causa da violência voltaram para suas casas.

Martin Kobler em reunião no Conselho de Segurança nesta quinta-feira. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Edgard Júnior, da Radio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança debate esta quinta-feira a situação na República Democrática do Congo.

Participaram da reunião, o enviado especial do secretário-geral no país, Martin Kobler, a enviada especial de Ban Ki-moon para a região dos Grandes Lagos, Mary Robinson, e o general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz.

Avanços

O general Santos Cruz é o comandante geral das forças da Missão de Estabilização da ONU na República Democrática do Congo, Monusco.

Kobler falou sobre os avanços alcançados no país desde agosto do ano passado.

Na época, ele disse que o grupo rebelde M23 estava quase chegando a Goma, capital da província de Kivu Norte, com relatos de assassinatos, estupros e deslocamento da população.

Ele explicou que hoje o grupo não existe mais, foi assinado um acordo de desarmamento, desmobilização e reintegração dos combatentes.

O mesmo está a se passar com vários outros grupos armados como o ADF-Nalu, formado por rebeldes ugandeses, e as Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda, Fdlr.

O representante de Ban disse que aproximadamente 4 mil combatentes de vários grupos armados congoleses se renderam.

Segurança

Segundo ele, não há dúvidas de que a situação de segurança melhorou desde 2013, mas Kobler alerta que os conflitos persistem e a situação ainda é frágil.

O enviado especial citou que as tropas da Monusco precisam agir com mais rapidez na região. Ele deu como exemplo o massacre de 33 pessoas ocorrido em Mutarule, em junho.

Kobler disse que as forças da ONU estavam a cerca de 9 quilômetros do local mas não saíram da base.

Ainda sobre o processo de desarmamento, ele sugeriu ao Conselho de Segurança a implementação de uma série de critérios.

Entre eles estão, por exemplo, especificar o número de combatentes e armas rendidos e o envio para as Cortes Internacionais dos indiciados por crimes cometidos na região.

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