Conselho de Segurança condena morte de jornalista americano

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Segundo o órgão, o incidente é um "trágico lembrete" dos perigos que jornalistas enfrentam todos os dias na Síria; James Foley foi morto pelo grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Foto ONU/Devra Berkowitz

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Os membros do Conselho de Segurança condenaram com veemência o assassinato "hediondo e covarde" do jornalista americano James Foley pelo grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Em nota, o órgão disse que este incidente é um "trágico lembrete" dos perigos cada vez maiores que os jornalistas enfrentam todos os dias na Síria. E que demonstra a brutalidade do grupo, responsável por abusos contra sírios e iraquianos.

Condolências

Os integrantes do Conselho de Segurança enviaram condolências à família de Foley, ao governo dos Estados Unidos e às famílias de todas as vítimas do grupo Estado Islâmico. Eles destacaram que o grupo deve ser derrotado.

O órgão também lembrou que de acordo com leis humanitárias internacionais, jornalistas e profissionais de imprensa trabalhando em áreas de conflito armado são geralmente considerados civis e devem ser respeitados e protegidos como tal.

Os integrantes do Conselho pediram a libertação imediata e incondicional de todos os reféns do grupo Estado Islâmico e todos os outros associados com a Al-Qaeda. Eles também destacaram a necessidade de levar os responsáveis pela morte de James Foley e por estes atos de terrorismo à justiça.

O órgão também reafirmou a necessidade de combater ameaças à paz e à segurança internacional e que qualquer ato de terrorismo é criminoso e injustificável.

Iraque

Em nota nesta sexta-feira, o secretário-geral da ONU condenou o ataque em uma mesquita na província de Diyala, que segundo relatos teria matado dezenas de sunitas.

Ban Ki-moon pediu a autoridades iraquianas que garantam que o incidente seja investigado e seus autores responsabilizados.

Ele disse estar "profundamente preocupado" com o impacto que tais atos de violência sectária terão sobre a situação de segurança no país, que já é grave. Ele mencionou também o impacto sobre o processo político que visa a formar um governo unido capaz de enfrentar a ameaça ao Iraque representada pelo grupo Estado Islâmico.

Ban enviou condolências às famílias das vítimas e apelou aos líderes políticos que se unam, peçam a seus eleitores que evitem o sectarismo e deem uma chance ao processo político.

 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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