Conselho de Segurança analisa medidas sobre prevenção de conflitos

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No encontro, secretário-geral diz ser difícil falar sobre tendências positivas enquanto ondas de violência ocorrem na Síria, Iraque e Gaza; alta comissária Navi Pillay pede inovação para prevenir ameaças à paz.

Conselho de Segurança. Foto: ONU/Loey Felipe

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A prevenção de conflitos é tema de um debate aberto que ocorre no Conselho de Segurança esta quinta-feira, incluindo a participação de países que não fazem parte do órgão.

No encontro, o secretário-geral da ONU disse que uma das suas prioridades é melhorar a habilidade da organização em agir de maneira preventiva.

Guerras

Segundo Ban Ki-moon, no último quarto de século, guerras entre países tornaram-se raras.

Mas Ban reconheceu ser difícil falar em "tendências positivas quando se olha para Síria, Iraque, Gaza, Sudão do Sul, República Centro-Africana e Ucrânia".

Atualidade

O secretário-geral disse ainda que o peso gerado por esses confrontos recentes é inaceitável e mostra "a mudança de natureza e a complexidade dos conflitos contemporâneos".

Ban Ki-moon lembrou que o Conselho de Segurança tem como principal responsabilidade manter a segurança e a paz internacional. Ele pede ação diplomática rápida para acabar com tensões e sugere uma "nova era de cooperação e ação" no órgão.

Decisões

O secretário-geral também aproveitou para fazer uma homenagem à alta comissária de Direitos Humanos, que participou pela última vez de uma sessão do Conselho de Segurança.

Navi Pillay, que deixa o cargo no fim do mês, afirmou que em várias ocasiões, não houve uma decisão firme dos Estados-membros do Conselho para colocar um fim em crises. 

Ela sugeriu ao órgão medidas inovadoras para prevenir ameaças à segurança internacional. Segundo Pillay, o Conselho de Segurança poderia pedir com mais frequência relatórios sobre direitos humanos em vários países.

Outra ideia de Navi Pillay é a criação de um menu sobre novas respostas a violações, como o envio com rapidez de missões de monitoramento da situação de regiões em conflito.

 

A alta comissária para os Direitos Humanos terminou sua fala afirmando ter sido uma "honra" servir as Nações Unidas.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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