Comunidades afetadas pelo ebola na África precisam de assistência alimentar

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Programa Mundial de Alimentos diz que até 1,3 milhão de pessoas no oeste da África precisam do auxílio; coordenador da ONU sobre o ébola deve chegar à região ainda esta semana.

David Nabarro. Foto: ONU/Mark Garten

Laura Gelbert, da Rádio ONU, em Nova York.*

Até 1,3 milhão de pessoas precisam de assistência alimentar em áreas mais afetadas pelo surto de ebola na África Ocidental. A afirmação é do Programa Mundial de Alimentos, PMA.

A agência diz que populações em áreas que foram postas em quarentena por governos para deter a disseminação do vírus estavam em risco de severa escassez de alimentos. A causa seria a interrupção de mercados e atividades agrícolas e o aumento do preço dos produtos.

Assistência

O PMA afirma que vai precisar de US$ 70 milhões, o equivalente a cerca de R$ 158 milhões, para fornecer assistência alimentar à população afetada.

A porta-voz da agência na África Ocidental, Fabienne Pompey, disse que a organização está fornecendo ajuda a mais de 100 mil pessoas, incluindo principalmente os que estão em quarentena em centros de saúde e suas famílias.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o número de mortes causadas pelo surto de ebola na Guiné, Libéria, Serra Leoa e Nigéria é de 1229.

Situação

Em entrevista na sede das Nações Unidas em Nova York, o coordenador do sistema da ONU para o ebola, Dr. David Nabarro, falou sobre a situação nos países afetados.

O especialista afirmou que a doença está se espalhando em quatro países da África Ocidental nos últimos meses e que em três deles, o surto é "severo". Ele disse que talvez o primeiro país afetado tenha sido a Guiné, mas que a ONU está olhando agora particularmente para Libéria e Serra Leoa, onde a infecção parece estar aumentando.

Nabarro falou que a OMS fez uma reunião de seu comitê de emergência e concluiu que o surto de ebola na África Ocidental é uma "emergência de saúde pública de importância global". Segundo ele, isto significa que algumas medidas são tomadas para controlar o surto, ajudar as pessoas afetadas e prevenir que a doença se espalhe para outros países da região.

Viagens

O especialista também da reunião que teve com representantes dos países afetados, sobre operações da ONU na África Ocidental e sobre viagens aos locais atingidos.

Nabarro disse que não há justificativa de impedir que pessoas viajem para países afetados pelo surto de ebola. A questão, segundo ele, é previnir que pessoas entrem em contato próximo com outras afetadas.

Transmissão

O coordenador da ONU falou sobre como a doença é disseminada.

Ele disse que o vírus passa de uma pessoa para outra através de fluidos corporais, o que significa vômito, fezes ou, talvez, até saliva. E destacou que se uma pessoa pode se proteger do contato com fluidos corporais de uma pessoa infectada, ela não será contaminada.

Nabarro disse ainda que as pessoas que sobreviveram à doença têm grande potencial. Segundo o especialista, eles estão cada vez mais se tornando voluntários no tratamento dos que ainda estão infectados e não devem ser evitados por suas comunidades.

*Apresentação: Edgard Júnior.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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