Comissão de Inquérito realça "coreografia de terror" no conflito sírio

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Relatório sobre o país alerta para ações de extremismo do Estado Islâmico; governo é acusado de ter lançado gás cloro contra áreas habitadas por civis; informe semestral menciona que ambas as partes continuam a fazer reféns.

Comissão de Inquérito sobre a Síria. Foto: ONU

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Comissão de Inquérito sobre a Síria apresentou, esta quarta-feira, um informe a descrever atos do governo e de grupos armados que considera crimes de guerra e contra a humanidade.

O informe do período entre janeiro a julho deste ano, aponta para o uso de bombas barril pelas forças armadas sírias em áreas habitadas por civis em pelo menos oito ocasiões.

Estado Islâmico

Falando à Rádio ONU, em Genebra, o presidente do grupo, Paulo Sérgio Pinheiro deu ilustrou ações do Estado Islâmico na Síria, as quais considerou exemplo das consequências de extremismo de grupos armados.

"Especialmente do grupo extremista do Estado Islâmico que opera no Iraque e na Síria com enormes recursos financeiros, com imenso potencial bélico e com uma coreografia do terror em termos de decapitações, crucifixão, amputações de membros, negação total dos direitos de mulheres e de meninas que são proibidas de de irem à escola. Evidentemente, o conflito na Síria atingiu uma etapa extremamente preocupante. Por isso, mais do que nunca, é importante que a comunidade internacional ache uma maneira de se unir e se associar para uma negociação política que possa terminar o conflito."

Damasco

O documento também aponta para crimes de guerra como ataques contra civis, assassinatos sistemáticos, tortura, estupros e desaparecimento forçado atribuídos a grupos armados ligados às autoridades de Damasco.

O exército sírio também é acusado do uso de gás cloro em bombardeamentos que levaram a um "grande número de baixas civis e  espansão do terror."

Catástrofe Humanitária

O relatório menciona que a "pior catástrofe humanitária do mundo" fez cerca de 6,5 milhões de deslocados. Cerca de 2,5 milhões de sírios estão refugiados e 10,8 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária urgente no país.

Segundo a ONU, o número de mortos passou de 191 mil.

O documento realça que o EI tem consolidado o poder em vastas áreas das províncias do leste e do norte da síria. O grupo atrai mais combatentes estrangeiros experientes e ideologicamente motivados, além de juntar um número crescente de sírios nas suas fileiras.

Por outro lado, mulheres e crianças são a maioria dos reféns de ambas as partes do conflito em ações que violam o direito humanitário e criminal internacional. No total, 241 mil sírios estão sitiados ou vivem em áreas de difícil acesso.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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