Brasil deve crescer 1,4% este ano, diz relatório da Cepal

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Dado está na edição deste ano do Estudo Econômico da América Latina e do Caribe; estimativa de crescimento da região em 2014 é de 2,2%; documento foi lançado nesta segunda-feira.

Foto: Banco Mundial

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York*.

A Comissão Econômica para America Latina e Caribe, Cepal, revisou para baixo a projeção para a economia da região para um crescimento médio de 2,2% em 2014.

Os dados estão no Estudo Econômico da América Latina e do Caribe deste ano, lançado nesta segunda-feira,no Chile. A previsão do crescimento regional feita pela comissão em abril era de 2,7%.

Projeção

O estudo indica que a desaceleração da economia observada no último trimestre de 2013 persistiu durante os primeiros meses de 2014, o que significa que a região vai crescer menos do que no ano passado, quando o avanço foi de 2,5%.

No entanto, o relatório sinaliza que a melhora gradual de algumas das maiores economias do mundo deve permitir que a tendência mude no final deste ano.

Em entrevista à Rádio ONU, da Cidade do México, o secretário-executivo adjunto da Cepal, Antonio Prado, falou sobre os elementos que influenciaram a redução da projeção do crescimento da região.

"Basicamente existe uma perda de dinamismo nos gastos com o consumo que vinha sendo o elemento mais relevante de estímulo ao crescimento na região. Isto está acontecendo porque o crédito ao consumo está diminuindo (…) As taxas de investimento também caíram um pouco, então, este é outro elemento importante."

O economista falou também sobre os fatores que contribuem para a manutenção dos índices de crescimento.

"O que ainda mantém as taxas de crescimento é o consumo público e um efeito positivo das exportações, que melhoraram um pouco este ano. Este crescimento de 2,2% ele basicamente é um crescimento que continua nesta linha de diminuição das taxas de crescimento que vem ocorrendo desde 2011."

Brasil

Antonio Prado disse ainda que há "grandes diferenças" entre os crescimentos dos diferentes países da região. Segundo ele, há países que estão crescendo "bem" e outros "em recessão ou à beira da recessão".

O economista falou também sobre a projeção para a economia brasileira.

"O Brasil está está crescendo abaixo da média da região, a nossa estimativa para o Brasil é de um crescimento de 1,4%, o da região está em 2,2%. Isto tem um impacto grande na média geral porque o Brasil tem um peso importante na composição da média da região."

Commodities

O secretário-executivo adjunto da Cepal falou que o período em que a região "teve vantagens importantes por conta do crescimento dos preços das commodities" está "se esgotando". Ele mencionou que o preço dos minérios vem caindo no mercado internacional.

O economista falou também que países que vinham demandando muitas matérias-primas da região estão tendo crescimento baixo.

"O caso da China, por exemplo, que cresceu durante mais de uma década com taxas superiores a 11%, já vem há três anos crescendo a taxas abaixo dos 8% e pode chegar este ano abaixo dos 7,5%."

Na entrevista, Antonio Prado disse ainda que a China, que "acabou se constituindo como o maior importador de matérias-primas, de minérios da região", vem diminuindo a sua demanda.

Segundo a Cepal, o Estudo Econômico da América Latina e do Caribe de 2014 analisa a performance econômica da região durante a primeira metade do ano e fornece previsões para os próximos meses.

*Apresentação: Edgard Júnior.

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