Ban renova compromisso de salvar vidas no Dia da Ação Humanitária

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Secretário-geral da ONU lembrou todos aqueles trabalhadores humanitários que perderam a vida servindo à causa; ano passado bateu recorde do número de funcionários raptados, feridos ou mortos.

100 toneladas de medicamentos e equipamento médico levados para Bangui. Foto: Acnur/S.Winters

Edgard Júnior, da Radio ONU em Nova Iorque.

No Dia Mundial da Ação Humanitária, este 19 de agosto, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, renovou o compromisso das Nações Unidas em salvar vidas.

Ao mesmo tempo, Ban relembrou todos aqueles que perderam a vida servindo à causa.

Trabalhadores Mortos

Em nota para marcar a data, o chefe da ONU afirmou que em 2013 o número de funcionários humanitários raptados, gravemente feridos ou mortos foi o maior já registado. Para ele, "isto é ultrajante".

Ban disse ainda na mensagem que nas últimas semanas, dezenas de funcionários humanitários, incluíndo membros da família da ONU, perderam as suas vidas no Sudão do Sul ou na Faixa de Gaza.

Segundo ele, demasiadas pessoas morreram ou sofreram ataques deliberados. Os funcionários humanitários e as suas famílias são os mais prejudicados por estes tipos de crimes.

Ban declarou que ataques ao staff  humanitário só dificultam a situação de pessoas cujas vidas dependem desesperadamente do seu apoio.

Crianças e Doentes

Ele deu como exemplo, crianças que deixam de tomar vacinas e doentes e feridos que não são tratados.

A capitã Melissa Rocha é assessora de segurança na Missão da ONU no Sudão do Sul. De Juba, a capital do país, ela falou à Rádio ONU sobre as operações militares e humanitárias na região.

"Somos todos atores dentro de um cenário de ajuda humanitária. Nós temos os militares fazendo a segurança no perímetro externo, a polícia fazendo a segurança dentro do campo de refugiados e as ONGs trazendo as outras partes da ajuda humanitária. Então, toda essa parte onde a ajuda humanitária entra existe um "background" onde os militares e os policiais estão trabalhando em conjunto."

Ban referiu que aqueles que são forçados a abandonar as suas casas ficam privados de alimentos, água ou abrigo ficando expostos à violência, doenças e outras ameaças.

No Dia Mundial da Ação Humanitária, o secretário-geral afirmou que "a ONU honra os trabalhadores heróicos que corajosamente se apressam para responder aos pedidos das pessoas em necessidade.

Ban relembrou os sacrifícios e reconheceu os milhões de pessoas que contam com eles para a sua sobrevivência.

Vamos disse que todos deveriam homenagear os trabalhadores humanitários caídos através da proteção daqueles que continuam o seu trabalho e apoiam missões de assistência humanitária em todo o mundo.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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