Ban realça "questão moral" ao pedir atenção para os Estados insulares

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Chefe da ONU lembrou que custos altos dos efeitos das mudanças climáticas são mais evidentes nos pequenos países-ilha; arrancou a 3ª  Conferência Internacional dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento em Samoa.

Ban Ki-moon em Samoa.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

O secretário-geral das Nações Unidas disse que o destino dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, Sids, sublinha a questão moral da ação climática.

Ban Ki-moon  discursava na abertura da 3ª conferência internacional do grupo de países, em Apia, a capital da ilha de Samoa. O evento decorre de segunda a sexta-feira sob o lema "Vozes das Ilhas, Escolhas Globais".

Perturbação 

O responsável advertiu que uma falha em agir condena aos mais vulneráveis a uma perturbação inaceitável das suas vidas. Ban disse ainda que os custos altos dos efeitos das alterações do clima são evidentes em todos os lugares e mais ainda nos Sids.

Antes da abertura do evento, o embaixador cabo-verdiano junto às Nações Unidas, Fernando Wahnon Ferreira, disse à Rádio ONU que os pequenos países-ilha precisam de apoio para uma economia dos oceanos mais sólida.

Conservação

"As mudanças climáticas são o grande desafio, assim como é a sustentabilidade económica destes países. O que podem retirar daí uma preocupação com os oceanos. Os pequenos Estados insulares têm uma grande preocupação em relação aos oceanos, que não se limitana  sua conservação. Estamos de acordo que deve ser assim ao meio ambiente em geral, mas também na questão económica."

O discurso do chefe da ONU aponta que os eventos climáticos tornam-se mais extremos enquanto mudam os padrões das chuvas, morrem os recifes de corais e sobem os níveis do mar.

Temperaturas 

O responsável citou como exemplos de devastação a seca, a fome e as mortes em África. Como explicou, a preocupação é com o facto de o mundo não estar no rumo certo para manter o aumento da temperatura global abaixo de 2 graus Celsius.

Para Ban é necessário transformar os padrões insustentáveis de consumo, de produção além de se abandonar a mesma mentalidade.

Como prioridades, apontou o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio e a definição de uma agenda de desenvolvimento pós-2015 com metas de desenvolvimento sustentável que ofereçam uma vida digna para todos.

Em terceiro lugar, considerou necessário um acordo climático global significativo até o final do próximo ano.

Visão

Sobre a Conferência do Clima marcada para 23 de setembro, na sede da ONU em Nova Iorque, Ban disse que deve catalisar a ação e criar uma dinâmica para um acordo sobre o clima em Paris. Por outro lado, disse que deve moldar uma visão coletiva contra as alterações climáticas.

O pedido feito aos líderes de governo, empresariais, financeiros e da sociedade civil é que apresentem propostas ousadas e iniciativas que fazem a diferença. Eles integram os cerca de 3 mil participantes da conferência dos Sids.

Desenvolvimento

Ban lembrou a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio + 20, ao realçar que nela foi constatado que os Sids desenvolvem a um ritmo mais lento do que os outros países.

O evento é organizado pelas Nações Unidas, que designaram 2014 como o Ano Internacional dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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