Ban e Malala respondem pergunta de brasileira sobre Metas do Milênio

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Ana Cristina Oliveira enviou questão ao evento das Nações Unidas sobre os 500 dias para a finalização do prazo cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento; secretário-geral e ativista paquistanesa conversaram com jovens sobre ações para o progresso mundial.

Malala Yousafzai e Ban Ki-moon. Foto: ONU/Mark Garten

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas começam a marcar nesta segunda-feira, 18 de agosto, 500 dias para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ODMs.

O conjunto de oito metas foi adotado pelos líderes mundiais no ano 2000, e segundo o secretário-geral, trata-se de um "mapa ambicioso para combater a pobreza, a fome e doenças, proteger o meio ambiente e melhorar a saúde, a educação e o empoderamento feminino".

Filha das Nações Unidas

Na sede da ONU, Ban Ki-moon lançou um plano de ação até o final de 2015, quando expira o prazo de cumprimento das metas. Falando para 500 jovens, Ban agradeceu a presença de uma jovem em especial.

O secretário-geral disse que a ativista paquistanesa Malala Yousafzai é "uma filha das Nações Unidas" e, por isso, era muito bem-vinda.

O chefe da ONU lembrou que o mundo está passando por várias tensões políticas, conflitos sangrentos, emergências de saúde e abusos de direitos humanos.

Brasileira

Mas Ban disse ainda haver esperança, por isso ele encoraja ações e investimentos para o cumprimento das Metas do Milênio.

No evento, Ban e Malala responderam a perguntas de vários jovens, como a da brasileira Ana Cristina Oliveira, que enviou uma questão via Linkedin. Ela quis saber como qualquer cidadão pode fazer a diferença.

Ban Ki-moon afirmou que todos os jovens são importantes e disse que apenas com os gestos de economizar água ou apagar as luzes ao sair de casa, por exemplo, mais de 1 bilhão de pessoas sem acesso à água ou à energia podem ser beneficiadas.

Educação

Durante o evento na sala do Conselho de Tutela, a paquistanesa Malala Yousafzai contou que seu sonho é ver todas as meninas do mundo frequentando a escola.

A estudante disse que advogar pela causa é a maneira mais rápida com que pode contribuir para a meta da educação universal, além de conversar com os líderes mundiais para que invistam na área.

Malala relembrou visitas que fez este ano a um campo de refugiados sírios na Jordânia, a comunidades no Quênia, na Nigéria e em Trinidad e Tobago, promovendo a educação para todos.

Sorrindo, a jovem garantiu que apesar da agenda cheia, ela também estuda, tem provas e até trouxe a lição de casa para fazer enquanto está nos Estados Unidos.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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