Ban alerta sobre crises no Iraque, Gaza e África Ocidental

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Em entrevista a correspondentes, secretário-geral da ONU pediu apoio dos iraquianos ao processo democrático e espera que israelenses e palestinos alcancem um cessar-fogo duradouro; ele pediu ajuda da comunidade internacional para combater o ebola.

Ban Ki-moon falou a jornalistas nesta terça-feira. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Edgard Júnior, da Radio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chamou a atenção da comunidade internacional para as crises no Iraque, na Faixa de Gaza e na África Ocidental.

Em entrevista na sede das Nações Unidas em Nova York, Ban pediu apoio dos iraquianos ao processo democrático e saudou o movimento para a formação de um novo governo.

O chefe da ONU disse que o primeiro-ministro designado, Haider al-Abbadi, tem agora a importante tarefa de formar um governo de base ampla e que seja aceito por toda a sociedade iraquiana.

Para Ban, é fundamental que as forças de segurança não intervenham no processo político.

O secretário-geral alertou que o grupo "Estado Islâmico" representa uma ameaça ao Iraque, à Síria e a toda a região.

Ele disse que está profundamente consternado pelos "atos de barbárie, incluindo execuções sumárias, recrutamento forçado de meninos e sequestro de meninas que são vendidas como escravas sexuais".

Pessoal Humanitário

Ban citou ainda a crise envolvendo minorias como os fiéis Yazidi nas montanhas perto de Sinjair, no Iraque. Ele afirmou que o pessoal humanitário da ONU está na região fazendo o possível para ajudar.

Ban pediu à comunidade internacional que faça mais para fornecer proteção necessária para essas minorias.

No caso da Faixa de Gaza, o secretário-geral disse que o mais recente cessar-fogo entre palestinos e israelenses parece estar sendo mantido.

Ele disse que isso não é o suficiente e espera que um acordo duradouro seja alcançado entre os dois lados o mais rápido possível.

Combates

Ban disse que a comunidade internacional deve aproveitar essa pausa nos combates para avaliar as necessidades humanitárias na região.

O chefe da ONU declarou que "os dados sobre mortes e destruição são estarrecedores".

Segundo informações preliminares, Ban citou que quase 2 mil palestinos, a maioria civis, foram mortos, sendo 459 crianças. O número de crianças mortas agora é superior aos dos dois últimos conflitos somados.

Prédios Públicos

O secretário-geral disse que mais de 300 mil pessoas estão abrigadas em escolas da Unrwa e em prédios públicos e privados. Pelo menos 100 mil pessoas tiveram suas casas totalmente destruídas ou danificadas.

A maior parte das residências em Gaza tem pouca ou nenhuma reserva de água. Os hospitais estão danificados e as escolas não estão em condições para receber os alunos no ano letivo que deveria começar em duas semanas.

Ban afirmou que a ONU vai trabalhar com parceiros regionais e internacionais na reconstrução da região, mas lembrou que a menos que as causas reais do conflito sejam resolvidas, uma nova onda de violência e vingança é quase garantida.

Fora de Questão

O secretário-geral afirmou ainda que o direito de Israel de proteger seus cidadãos dos ataques de foguetes do Hamas e outras ameaças está fora de questão.

Ao mesmo tempo, Ban disse que os combates levantaram sérias questões sobre o respeito de Israel pelos princípios de distinção e proporcionalidade.

Em relação à crise de ebola na África Ocidental, Ban afirmou que a doença já matou mais de mil pessoas na região.

O secretário-geral disse que faltam médicos, enfermeiros e equipamentos para combater a doença.

Ele pediu à comunidade internacional que contribua com o apelo de US$ 100 milhões feito pela Organização Mundial da Saúde para combater o problema.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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