Unicef ajuda a definir estratégias para melhorar o saneamento em Angola

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Junto ao governo e União Europeia, agência faz seminário no Lubango sobre passos para implementar a iniciativa Saneamento Total Liderado pela Comunidade; país tem quase 2 milhões de casos de diarreia por ano.

Foto: Unicef Angola/Blumenkrantz

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.* 

Termina esta quinta-feira no Lubango, província da Huíla, um seminário organizado pelo Unicef em Angola sobre a implementação da iniciativa Saneamento Total Liderado pela Comunidade.

O Fundo da ONU para a Infância uniu-se ao governo angolano e à União Europeia para realizar o seminário de três dias. O objetivo foi definir estratégias para melhorar o acesso ao saneamento e reduzir a mortalidade infantil.

Higiene

Segundo o Unicef, o Saneamento Total Liderado pela Comunidade tem em vista promover a liderança a nível comunitário para a construção de infra-estrutura de saneamento básico e boas práticas de higiene.

Com isso, espera-se evitar a propagação de cólera e outras doenças. A agência da ONU cita dados do governo angolano de que apenas seis em cada 10 pessoas têm acesso ao saneamento adequado.

Além disso, 42% da população do país continua a fazer as suas necessidades ao ar livre. O representante do Unicef em Angola lembra que o saneamento é uma prática simples, mas deve ser prioridade de governos e comunidades para proteger crianças.

Envolvimento

Francisco Songane destaca que a eliminação insegura de dejetos humanos favorece a transmissão de cólera e outras doenças parasitárias, que contribuem para o atraso no crescimento dos menores.

Em cada ano, Angola regista até 2 milhões de casos de diarreia, consequência da falta de acesso à água tratada. Deste total, um terço são crianças menores de cinco anos de idade.

Por isso, o Unicef ressalta a importância de envolver meios de comunicação social, igrejas, associações de bairro, autoridades tradicionais e líderes de comunidades nas acções de combate ao problema.

A iniciativa Saneamento Total já alcançou 750 mil pessoas de mil aldeias angolanas, desde o início de sua implementação, em 2008. Foram beneficiados mais de 200 mil habitantes, que agora já utilizam latrinas ou casas de banho.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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