Trabalhadores de saúde em Gaza sob condições de extrema insegurança

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Organização Mundial da Saúde, OMS, está pedindo abertura de um corredor humanitário; agência diz que mais de 700 pessoas morreram e 5 mil ficaram feridas em 17 dias de conflito.

Faixa de Gaza. Foto: Irin/Ahmed Dalloul

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde está pedindo a abertura de um corredor humanitário em Gaza. Segundo a OMS, a medida irá facilitar o transporte de feridos e a entrega de medicamentos que podem salvar vidas.

A agência da ONU afirma que hospitais e ambulâncias foram danificados ou destruídos durante os ataques entre israelenses e palestinos. Isso dificulta a habilidade do sistema de saúde de Gaza em responder ao número cada vez maior de vítimas.

Mortos e feridos

Em Genebra, o porta-voz da OMS afirmou que pelo menos 788 pessoas morreram desde o dia 6 de julho, sendo que 185 eram crianças. Paul Garwood destacou que os números são do Ministério de Saúde palestino e foram verificados pela OMS.

O porta-voz disse ainda que mais de 5 mil palestinos ficaram feridos em 17 dias de confrontos. Segundo agências de notícias, o total de israelenses mortos chega a 35.

Garwood ressaltou que os funcionários da OMS em Gaza estão trabalhando sob condições de "extrema insegurança". O escritório local da agência está em contato com autoridades israelenses e egípcias, discutindo a possível abertura do corredor humanitário.

Unrwa

Nesta sexta-feira, o secretrário-geral da ONU conversou por videoconferência com funcionários da Agência das Nações Unidas de Assistência a Refugiados Palestinos, Unrwa.

Ban Ki-moon, que está no Egito, agradeceu às equipes da agência "pelo trabalho corajoso e admirável". Na quinta-feira, houve um ataque contra uma escola da Unrwa que abriga palestinos deslocados pela violência. Pelo menos 15 pessoas morreram.

Segundo a Unrwa, 83 escolas em Gaza estão servindo de abrigo para mais de 141 mil palestinos.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, conseguiu entregar comida para mais de 160 mil pessoas na quinta-feira. A ajuda de emergência incluiu alimentos prontos para o consumo, entregues para famílias que estão morando nas escolas da Unrwa ou em outros prédios públicos.

Mas a agência precisa de US$ 10 milhões, ou mais de R$ 22 milhões, para continuar ajudando os civis.

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