Sobe 25% número de mortos e feridos por conflito no Afeganistão

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Relatório da Missão das Nações Unidas no país revela que ocorreram 4853 casos de óbitos ou ferimentos de civis entre janeiro e junho; no ano passado, foram 3289 no mesmo período.

Diretora de direitos humanos da Unama, Georgette Gagnon apresentou o relatório em uma conferência de imprensa em Cabul neste 9 de julho. Foto: Unama/Fardin Waezi

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Um relatório da ONU, divulgado nesta quarta-feira, informa que o número de civis mortos ou feridos no Afeganistão subiu 25% somente nos primeiros seis meses deste ano.

O documento, publicado pela Missão das Nações Unidas no país, Unama, revela que foram registrados 4853 casos contra cerca de 3900 no mesmo período do ano passado.

Escalada

Combates em terra entre as partes do conflito foram a maior causa de morte e ferimentos dos civis. O levantamento indica que 1564 pessoas foram mortas e 3289 ficaram feridas.

O "Relatório de Meados de 2014 sobre Proteção de Civis no Conflito Armado" foi coordenado pelo Escritório da ONU para Direitos Humanos.

O representante da ONU no Afeganistão, Jan Kubis, disse que os confrontos armados estão mudando numa escalada de combates em terra em áreas fortemente populosas. Os ataques estão ocorrendo agora perto de residências, de lugares públicos e de comunidades.

Explosivos

O estudo sugere ainda que aumentou o número do uso de morteiros e granadas além de armas pequenas no conflito. Um outro fenômeno são os ataques suicidas por elementos antigoverno. Na primeira metade deste ano, o movimento islâmico Talebã assumiu a autoria de 147 ataques que resultaram em 234 civis mortos.

As Nações Unidas afirmam que as mulheres e as crianças são as partes mais prejudicadas do conflito. Ao todo, foram mais de 1500 casos de mortes ou ferimentos. A quantidade de menores mortos ou feridos aumentou 34%.

Pela primeira vez, o número de mortes por confrontos em terra é superior ao de óbitos causados por explosivos improvisados.

Recomendações

A diretora de direitos humanos da Unama, Georgette Gagnon, disse que é preciso fazer mais para proteger os civis da violência, e também garantir prestação de contas.

Segundo ela, ataques que não diferenciam alvos militares ou civis são uma violação séria das leis humanitárias internacionais e muitos podem ser considerados crimes de guerra.

A Missão no Afeganistão encerrou o relatório com uma série de recomendações a elementos antigoverno, às forças internacionais e ao próprio governo do país para que a proteção dos civis seja melhorada.

Ainda nesta terça-feira, a Unama condenou o assassinato de pelo menos 12 civis, incluindo 10 crianças, num atentado suicida na província de Parwan, no centro do país.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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