Representante da ONU na Nigéria encontra-se com Malala Yousafzai

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Em Abuja, Said Djinnit e a ativista discutiram o apoio às meninas estudantes que estão sequestradas há quase 100 dias; enviado do secretário-geral prestou tributo à Malala por sua "coragem e devoção".

Malala em encontro com Said Djinnit. Foto: Unic Lagos

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O representante especial do secretário-geral para a África Ocidental e alto-representante para a Nigéria encontrou-se na segunda-feira com a ativista Malala Yousafzai.

Said Djinnit e a jovem paquistanesa estiveram reunidos na capital nigeriana Abuja. Eles discutiram o apoio a algumas estudantes que escaparam de um sequestro, na cidade de Damboa, às famílias delas e às comunidades afetadas.

100 Dias

Segundo agências de notícias, no começo deste mês, mais de 60 mulheres e meninas conseguiram fugir do grupo islâmico Boko Haram, depois do sequestro ocorrido no estado de Borno, no nordeste da Nigéria.

Mas outras 200 alunas continuam sob poder do grupo, após terem sido levadas de uma escola na cidade de Chibok, também no estado de Borno, em abril.

Malala destacou que na próxima semana, serão "100 dias desde que as meninas foram levadas; 100 dias que estão em cativeiro e fora da escola; 100 dias sem seus pais; e 100 dias de medo."

Plano

O representante de Ban Ki-moon também chegou à Nigéria no fim de semana, após consultas sobre o sequestro das estudantes e a situação geral no norte do país.

Segundo Djinnit, as Nações Unidas começaram a implantar na Nigéria um pacote de apoio integrado para a região nordeste, que inclui assistência às meninas de Chibok e suas famílias.

O representante prestou tributo à Malala pela sua "coragem e devoção na promoção da educação de garotas". A jovem completou 17 anos no sábado e o mundo marcou na segunda-feira o "Dia de Malala". O primeiro foi celebrado na sede da ONU com dezenas de jovens.

Doação

No encontro com Djinnit, Malala expressou preocupação com a situação das estudantes que continuam sequestradas e apelou à ONU por ajuda, para que as meninas que escaparam consigam voltar à escola.

A ativista anunciou que o Fundo Malala está disposto a fazer uma parceria com as Nações Unidas para diminuir o impacto causado pelo sequestro nas meninas e seus pais.

Também na Nigéria, Malala encontrou-se com o presidente do país, Goodluck Jonathan. O Fundo Malala aceita doações em dinheiro pela internet e apoia a causa da educação para meninas e jovens.

Malala Yousafzai ficou conhecida internacionalmente após sofrer um atentado do movimento islâmico Talebã. Ela levou um tiro na cabeça e correu o risco de perder a vida. Há um ano, fez seu primeiro discurso público, na sede das Nações Unidas em Nova York.

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