Relatores afirmam que impacto em minorias no Iraque é "arrasador"

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Segundo especialistas da ONU em direitos humanos, riscos são maiores para civis em áreas controladas pelo Estado Islâmico; relatores também temem a escalada das violações dos direitos humanos em Mossul.

Rita Izsák. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Michelle Alves de Lima, da Rádio ONU em Nova York.

Dois especialistas da ONU em direitos humanos afirmaram nesta sexta-feira que minorias étnicas e religiosas no Iraque estão sofrendo as consequências do conflito que toma conta do país.

Eles acreditam que caso medidas de proteção não sejam implementadas com urgência, o impacto nessas minorias pode ser "arrasador e irreversível".

Integridade física

A relatora especial para os Direitos de Minorias disse também estar preocupada com a integridade física de grupos que incluem cristãos, xiitas – que são minoria no norte do país –, shabaks, entre outros.

Segundo Rita Izsák, essas populações estão sendo perseguidas e ameaçadas por grupos armados em diversas áreas da região norte do Iraque.

De acordo com os especialistas, civis que estão em áreas controladas pelo movimento Estado Islâmico  "são obrigados a aderir a uma interpretação estrita da lei islâmica ou encarar a morte, independentemente de sua origem religiosa".

Mossul

Os relatores temem ainda que violações dos direitos humanos contra minorias religiosas em Mossul e outras áreas, incluindo Sinjar e Ninewa, estejam aumentando.

Como resultado, um grande número de cristãos fugiu de Mossul. Muitos foram para o norte de Ninewa e Dohuk, regiões sob o controle curdo. Segundo fontes, apenas alguns cristãos que são extremamente pobres ou não têm condições de viajar permaneceram na cidade.

O movimento Estado Islâmico e grupos armados associados tomaram controle de várias cidades e regiões ao norte do Iraque nas últimas semanas. Eles são acusados de graves violações de direitos humanos, incluindo possíveis crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Crise humanitária

O relator especial sobre os Direitos Humanos dos Deslocados Internos, Chaloka Beyani, ressaltou que o conflito já tirou cerca de 1,2 milhão de pessoas de suas casas. A maior parte consiste em minorias que fugiram da região noroeste do Iraque.

De acordo com Beyani, o enorme deslocamento está se tornando uma crise humanitária. Ele disse que, neste momento, proteção especial às minorias e a outros deslocados internos iraquianos é vital.

Leia mais:

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JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 29 DE SETEMBRO DE 2014
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