Alarmada com violência em Gaza, Pillay pede proteção de civis

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Alta comissária da ONU condena ataques a palestinos e ofensivas a israelenses em conflito; segundo ela, na tarde de quinta-feira, 88 palestinos foram assassinados na Faixa de Gaza.

Casa destruída em Gaza. Foto: Unicef/Eyad El Baba

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos está "alarmada com operações militares de Israel", que segundo ela, resultaram em mortes de palestinos na Faixa de Gaza.

Navi Pillay citou ainda "ataques indiscriminados com foguetes", lançados de Gaza para Israel. Ela apela aos lados em conflito que cumpram suas obrigações diante da lei internacional de direitos humanos e protejam os civis.

Prolongação

Segundo a alta comissária, na tarde de quinta-feira, 88 palestinos foram assassinados em Gaza, sendo 21 crianças e 11 mulheres. Pillay citou relatos sugerindo centenas de feridos após os ataques israelenses.

Os relatos também falam em mais de 800 ataques de foguetes e de morteiros realizados por grupos armados palestinos contra Israel. Navi Pillay lembrou que "Israel, Hamas e grupos armados palestinos em Gaza" já passaram por essa situação, que só causou mortes, destruição e uma prolongação dolorosa do conflito.

A alta comissária pediu que os ataques não sejam dirigidos contra civis, e que equipamentos militares não fiquem localizados em áreas muito povoadas.

Ajuda Humanitária

O Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, afirmou que mais de 340 casas em Gaza foram muito danificadas ou completamente destruídas com os ataques.
Com isso, mais de 2 mil pessoas ficaram desalojadas, e algumas encontraram abrigo com familiares e amigos. Elas ainda precisam de cobertores, colchões e outros itens básicos.

Segundo o Ocha, os civis palestinos e israelenses vivem com medo e mulheres e crianças são as mais afetadas, com muitos recebendo tratamento contra o trauma.

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, também condenou o aumento da violência em Gaza e em Israel, destacando "a ameaça à vida de crianças" palestinas e israelenses.

Já a Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Ministério da Saúde palestino estão pedindo doações à comunidade internacional para arcar com os custos das emergências médicas e, principalmente, com a falta de medicamentos.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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