Para Ban, em nome da humanidade, conflito no Oriente Médio tem que acabar

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Chefe da ONU diz que  israelenses e palestinos têm a responsabilidade de começar diálogo para abordar as causas do conflito; ele retornou à sede das Nações Unidas após viagem de seis dias à região para promover cessar-fogo.

Ban Ki-moon falou a jornalistas nesta segunda-feira. Foto: ONU/Mark Garten

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York*

O secretário-geral da ONU pediu a israelenses e palestinos que renovem a pausa humanitária em Gaza. Ele reiterou seu pedido por um cessar-fogo duradouro que possa "preparar o terreno" para o início de negociações.

Ban elogiou a declaração presidencial adotada nos primeiros minutos desta segunda-feira pelo Conselho de Segurança pedindo a implementação de um cessar-fogo humanitário entre Israel e a Faixa de Gaza. Em um comunicado, o chefe da ONU defendeu o fim do bloqueio a Gaza assim como segurança para Israel.

Diálogo

Nesta segunda-feira, Ban falou aos jornalistas na sede das Nações Unidas após viagem de seis dias ao Oriente Médio.

O secretário-geral disse que israelenses e palestinos têm a responsabilidade de cessar as hostilidades imediatamente, começar o diálogo e abordar as causas do conflito, o que vai "finalmente interromper o ciclo de sofrimento."

De acordo com Ban, "isto significa paz através de respeito mútuo" e o "fim do estrangulamento econômico de Gaza e quase meio século de ocupação". Ele disse ainda que "em nome da humanidade, a violência deve parar".

Líderes

O chefe da ONU afirmou que ao longo de seis dias, ele se encontrou com líderes em oito países, além do secretário de Estado americano, John Kerry. Ele disse que desde que voltou de sua viagem, continuou em contato com diversos líderes mundiais, incluindo o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Para Ban, "nenhum país poderia aceitar a ameaça de foguetes por cima e túneis por baixo" e que "ao mesmo tempo, todos os poderes de ocupação têm uma obrigação legal de proteger civis. Ele afirmou ainda que Gaza está em "condição crítica". Ban chamou o ataque isralense de "pesado" e mencionou cenas de "destruição".

Mortos

O número de mortos por causa do conflito continua subindo. De acordo com o secretário-geral, mais de mil palestinos morreram, a maioria civis e centenas de crianças. Foguetes lançados pelo Hamas causaram a morte de três civis israelenses. Segundo agências de notícias, pelo menos 43 soldados morreram nos combates. Ele defendeu que deve haver justiça para os crimes cometidos por todos os lados.

Ban chamou o ataque à escola da ONU em Beit Hanoun de "crime ultrajante". Pelo menos 16 civis palestinos morreram e mais de 200 ficaram feridos.

Mais de 173 mil pessoas estão procurando proteção em instalações da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa. Isto significa cerca de 10% de toda a população do lugar.

O secretário-geral voltou a pedir a Israel e todos os lados que façam "muito mais para garantir a segurança dos locais da ONU e das pessoas que lá buscaram refúgio".

Ban disse que continuará a trabalhar com o presidente palestino Mahmoud Abbas e outros líderes globais e regionais em prol da paz que isralenses e palestinos "precisam e merecem".

Declaração Presidencial

O Conselho de Segurança adotou nos primeiros minutos desta segunda-feira uma declaração presidencial pedindo a implementação de um cessar-fogo imediato e incondicional entre Israel e a Faixa de Gaza.

O presidente rotativo do Conselho, o embaixador de Ruanda, Eugene-Richard Gasana, leu a declaração adotada pelo órgão que expressa “grande preocupação” com a piora da situação em Gaza e com a morte e ferimentos de civis.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

Leia mais:

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JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 19 DE DEZEMBRO DE 2014
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